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A importância da meditação (e 'Lembra-me um sonho lindo', de Fausto)

Na sua coluna sobre bem-estar, que ganha novas entradas às quartas-feiras, Cristina Diniz escreve esta semana sobre “um assunto sério, vasto e lindo, que continua a ser abordado ao longo de milénios”

Yoga é um assunto sério, vasto e lindo, que continua a ser abordado ao longo de milénios por todo o tipo de pessoas interessadas, com respeito. Será religião, será sistema filosófico, será prática física, terapia para a alma, consciência, autoconhecimento?

As opiniões não são unânimes. Provavelmente, como no geral da vida, a verdade não reside num ponto apenas, é multifacetada, muitas são as verdades válidas. Yoga é para o autoconhecimento, disse-me alguém em tempos já idos. É verdade, tão simples como isso. Um dos caminhos do yoga é a meditação.

Podemos meditar no vazio e não pensar em nada, só ser e estar. Podemos meditar para refletir em termos mais religiosos e filosóficos: somos partículas do Absoluto? Identificamo-nos com o Todo? Para nós Deus não existe? E podemos meditar em questões mais casuais: o que queremos da vida? Quem amamos? Prosseguimos quando as dificuldades se impõem?

Vale a pena meditar. Podemos fazê-lo numa sala serena, em silêncio, ouvindo a nossa respiração e o nosso coração e encontrando aí a resposta. Como podemos fazê-lo olhando a Natureza, sentindo o cheiro do mar, contemplando a beleza dum céu azul, do Sol vivificante e aí encontrar a resposta.

Se um dia, ou uma noite, nos depararmos com um sonho lindo, quase acabado ou quando olharmos e nos depararmos com um céu aberto e outro fechado, pode ser que o Yoga traga autoconhecimento do que realmente pretendemos, do que queremos com o coração, pelo que vamos lutar …

Nessa altura, Sthairyam: firmeza de propósito, manter o foco e uma calma firmeza nos nossos objetivos, com a mente clara, depois de auscultado o coração.

“Lembra-me um sonho lindo

quase acabado,

lembra-me um céu aberto

outro fechado

Estala-me a veia em sangue

estrangulada,

estoira num peito um grito,

à desfilada

Canta rouxinol canta

não me dês penas,

cresce girassol cresce

entre açucenas

Afaga-me o corpo todo

se te pertenço,

rasga-me o vento ardendo

em fumos de incenso

lembra-me um sonho lindo

quase acabado,

lembra-me um céu aberto,

outro fechado

Estala-me a veia em sangue

estrangulada,

estoira num peito um grito,

à desfilada

Ai como eu te quero,

ai de madrugada,

ai alma da terra,

ai linda, assim deitada

Ai como eu te amo,

ai tão sossegada,

ai beijo-te o corpo,

ai seara, tão desejada”

Poema e música de Fausto Bordalo Dias

Boas meditações e que encontremos sempre o nosso caminho!

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