11h47 12 dez 18
Yoga é um assunto sério, vasto e lindo, que continua a ser abordado ao longo de milénios por todo o tipo de pessoas interessadas, com respeito. Será religião, será sistema filosófico, será prática física, terapia para a alma, consciência, autoconhecimento?
As opiniões não são unânimes. Provavelmente, como no geral da vida, a verdade não reside num ponto apenas, é multifacetada, muitas são as verdades válidas. Yoga é para o autoconhecimento, disse-me alguém em tempos já idos. É verdade, tão simples como isso. Um dos caminhos do yoga é a meditação.
Podemos meditar no vazio e não pensar em nada, só ser e estar. Podemos meditar para refletir em termos mais religiosos e filosóficos: somos partículas do Absoluto? Identificamo-nos com o Todo? Para nós Deus não existe? E podemos meditar em questões mais casuais: o que queremos da vida? Quem amamos? Prosseguimos quando as dificuldades se impõem?
Vale a pena meditar. Podemos fazê-lo numa sala serena, em silêncio, ouvindo a nossa respiração e o nosso coração e encontrando aí a resposta. Como podemos fazê-lo olhando a Natureza, sentindo o cheiro do mar, contemplando a beleza dum céu azul, do Sol vivificante e aí encontrar a resposta.
Se um dia, ou uma noite, nos depararmos com um sonho lindo, quase acabado ou quando olharmos e nos depararmos com um céu aberto e outro fechado, pode ser que o Yoga traga autoconhecimento do que realmente pretendemos, do que queremos com o coração, pelo que vamos lutar …
Nessa altura, Sthairyam: firmeza de propósito, manter o foco e uma calma firmeza nos nossos objetivos, com a mente clara, depois de auscultado o coração.
“Lembra-me um sonho lindo
quase acabado,
lembra-me um céu aberto
outro fechado
Estala-me a veia em sangue
estrangulada,
estoira num peito um grito,
à desfilada
Canta rouxinol canta
não me dês penas,
cresce girassol cresce
entre açucenas
Afaga-me o corpo todo
se te pertenço,
rasga-me o vento ardendo
em fumos de incenso
lembra-me um sonho lindo
quase acabado,
lembra-me um céu aberto,
outro fechado
Estala-me a veia em sangue
estrangulada,
estoira num peito um grito,
à desfilada
Ai como eu te quero,
ai de madrugada,
ai alma da terra,
ai linda, assim deitada
Ai como eu te amo,
ai tão sossegada,
ai beijo-te o corpo,
ai seara, tão desejada”
Poema e música de Fausto Bordalo Dias
Boas meditações e que encontremos sempre o nosso caminho!