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O meu telemóvel vale a pena e sabe o que faz

Na primeira crónica de “Futuro Extra”, às sextas-feiras no Vida Extra, o editor de novas tecnologias da SIC garante que não lhe chovem computadores e telefones no correio e desvenda alguns segredos do meio. Como é que saem análises aos novos iPhone assim que são apresentados?

O telemóvel é, de facto, a minha maior ponte para a informação, mas é também e cada vez mais, espaço de experiências. É a partir dele, mas não só, que aqui quero falar do que nos diverte, do que receamos e do que não compreendemos. Do que podíamos usar e não conhecemos, do que devíamos evitar.

O que quero passar aqui é mesmo a minha experiência pessoal do uso da tecnologia. No fundo, o que não posso dizer no Futuro Hoje da SIC. Em Portugal é praticamente impossível opinar sobre produtos de consumo em TV generalista. Dizer se gostamos ou não de um relógio, ou de um telefone, não cabe nos alinhamentos das notícias. Pode até ser o mais correcto, não vou aqui entrar em discussões éticas.

Felizmente há espaço para tudo e o Expresso desafiou-me a aproveitar o que me passa pelas mãos e fazer algo diferente do Futuro Hoje. Porque tenho acesso a muito menos do que se imagina tentarei fazer um equilibro entre o que gostava de fazer e o que devo fazer. Vou dar já um exemplo prático para que não fiquem dúvidas do que quero dizer. Muitas das pessoas que me abordam pensam que chovem computadores e telefones no meu correio da SIC. Longe disso, em Portugal não é nada fácil ter acesso à maioria dos equipamentos que deveríamos experimentar.

O caso mais gritante é o da Apple que nos últimos anos se retirou do país, já cá andou é verdade, mas neste momento não há nenhum jornalista português com acesso prévio aos equipamentos que são lançados. Sempre que lemos uma crítica fundamentada que sai minutos ou mesmo horas depois de um lançamento é porque o autor teve acesso sob embargo ao equipamento. Isto não se passa em Portugal.

No caso nem acesso prévio nem, via Apple, acesso posterior, há uma ou outra loja ou operador que faz o favor de emprestar equipamentos para que se possa escrever sem ser com base no que os outros dizem, mas como é fácil de imaginar nenhum jornalista vai a correr comprar tudo o que sai. Onde muitos querem ver publicidade eu diria que o que fazemos com a Apple é divulgar o que vão fazendo, porque o público quer, apesar da marca e muitas vezes parece até que o fazemos contra a marca.

Não tenciono ficar só pelos telemóveis e pelos relógios, as aplicações que vamos descobrindo são um mundo fascinante de funcionalidades e até de criatividade ao qual tenciono dar muita atenção. Por regra não irei gastar tempo a fazer comparações técnicas entre equipamentos, não tenho nem os meios nem a apetência. O que me interessa aqui é mesmo falar da experiência do utilizador sem RAM e ROM ou Gb pelo caminho. No fundo aquilo que me perguntam sempre, apontando para o meu telemóvel, se vale a pena e o que é que faz.

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