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Vida Extra

"Cats" não é a catástrofe de que se fala

O musical de Andrew Lloyd Webber chega ao cinema

Victoria (Francesca Hayward) e Bombalurina (Taylor Swift, em baixo) na nova versão de “Cats”

Sim, temos a certeza, ninguém duvida. No cinema, Fred Astaire, Gene Kelly, Cyd Charisse ou Rita Hayworth são assombrosos, dançam como deuses em recreio no Olimpo. Como sabemos? Vimos, vimos nos filmes. Quer dizer, vimos mesmo, em planos largos que duram o bastante para que possamos seguir as suas evoluções. Os intérpretes de “Cats” também dançam? Durante meio filme, mais concretamente até à chegada do ‘número’ de Bustopher Jones, o gato glutão, não podemos ter qualquer certeza. Os planos não duram mais de cinco segundos, a montagem não pára de nos distorcer o olhar, de facto não chegamos a ver coisa alguma, só fragmentos, vislumbres. Mas, mesmo aí, quando a insânia da montagem se aquieta um pouco, não conseguimos pleno desfrute de um dos materiais mais nobres de qualquer musical: a dança. Só mais adiante, quando chegamos ao Jellicle Ball, é que Tom Hooper parece render-se ao corpo de baile e às suas primeiras figuras, entre as quais Francesca Hayward, um dos diamantes do londrino The Royal Ballet que faz a figura mais parecida com o que se costuma chamar protagonista — Victoria.

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