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Vida Extra

O esplendor do cinema português em 2019: Variações, um leopardo e a vida das girafas

Houve mais filmes portugueses nas salas e mais espectadores para vê-los em 2019

“Tristeza e Alegria na Vida das Girafas”, de Tiago Guedes

Com vinte e quatro longas-metragens de ficção estreadas em sala e mais de dezena e meia de documentários a também terem acesso a um grande ecrã, 2019 foi quantitativamente, um ano bom. Praticamente houve sempre um filme português para ver nos cinemas ao longo dos últimos doze meses, algo com que nos devemos regozijar. Melhor: o público acorreu, até final de novembro o cinema português preenchia, em termos de número de espectadores, um quota de mercado de 4,9%, bem acima dos esquálidos 1,9% dos ano anterior ou dos não menos rasteiros 2,6% em 2017 e 2,4% em 2016. Três filmes estiveram acima da fasquia dos 50 mil espectadores, “A Herdade”, de Tiago Guedes, “Snu”, de Patrícia Sequeira e “Variações”, de João Maia (em 2018 nem um havia), tendo este último uma prestação quase a chegar aos 280 mil, um verdadeiro sucesso de bilheteira, o que lhe deve garantir um lugar entre os quinze maiores êxitos de 2019 considerando todos os filmes neste ano estreados. Excelente novidade é ainda o facto de todas essas três obras que o público acarinhou serem bem carpinteiradas produções cinematográficas, com méritos diversos, e não ‘furos’ comerciais a apontar para o mau gosto. Uma delas — “A Herdade” — foi mesmo o filme que marcou o regresso do cinema português à Competição no Festival de Veneza, depois de uma ausência de muitos anos.

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