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As mudanças que deram novas cores à televisão em 2019

Há muitos anos que a televisão não mudava de forma tão drástica em Portugal. Nos canais generalistas, a SIC renovou a grelha e recuperou a liderança. No cabo, um canal premium perdeu a relevância. “A Guerra dos Tronos” chegou ao fim... E a série do ano é de um canal de streaming que ainda agora se instalou

João Miguel Salvador

João Miguel Salvador

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Jornalista

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A grande série do ano, a história certa no tempo certo, para um período em que tudo parece ser possível. A britânica “Years and Years”, com assinatura de Russell T. Davies, é uma coprodução BBC e HBO. E ainda bem que o canal público fez esta parceria com o gigante norte-americano, porque esta série distópica devia ser obrigatória: traça um percurso alternativo para a Europa após o ‘Brexit’ em que a instabilidade política e social atinge proporções inimagináveis. Embora seja uma viagem pelas próximas décadas, não perde o pé. O fio condutor da história é uma família inglesa, os Lyons, e isso ajuda a manter o foco no que realmente importa aqui. Que ninguém deve demitir-se do seu dever de participar na vida democrática.

Quanto às temáticas, o espaço parece ter conquistado os produtores, e foram vários os produtos a chegar à televisão. O criador de “House of Cards” propôs “The First”, com Sean Penn (AMC), ao passo que o Apple TV + apresentou “For All Mankind” e a Netflix estreia a Temporada 2 de “Perdidos no Espaço” na terça-feira. Até o clássico “From the Earth to the Moon”, com Tom Hanks, foi revisitado pela HBO, que deu uns retoques nos efeitos especiais. A saúde mental também foi abordada em vários projetos televisivos de ficção — há cada vez mais uma preocupação dos canais de oferecer histórias centradas em problemas da sociedade —, e a tendência verificou-se em algumas séries de exceção nos dois principais nomes do streaming. Na Netflix, a frescura de “The End of the F***ing World” (Temporada 2) contrasta com as mais adultas “Living With Yourself” (com Paul Rudd), “After Life” (com Ricky Gervais), ou “Boneca Russa” (com Natasha Lyonne). Na HBO Portugal, a antiga estrela Disney Zendaya protagoniza “Euphoria”. Nas biografias, a incontornável “The Crown” continua a apresentar o reinado de Isabel II (com novo elenco, Netflix), ao passo que a HBO Portugal apostou noutra rainha, “Catarina, a Grande”, com Helen Mirren. “Gentleman Jack” (com Suranne Jones, HBO) e “The Spy” (com Sacha Baron Cohen, Netflix) também valem a pena.

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