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O melhor da literatura em 2019: o ano do Nobel duplo

Vários dos principais prémios literários deste ano refletiram tensões políticas e identitárias

Em 2018, pela primeira vez desde 1943 (em plena II Guerra Mundial), o Prémio Nobel de Literatura não foi atribuído em outubro, como é da praxe. Abalada por um escândalo sexual e financeiro que levou à demissão de vários dos seus membros, a Academia Sueca achou por bem arrumar a casa e resolver os problemas internos antes de retomar o seu papel como organizadora do mais importante e cobiçado dos prémios literários internacionais.

As reformas em curso, que passaram pelo reforço do tradicional Comité Nobel com cinco especialistas externos (baixando significativamente a média de idades e aproximando-se da paridade entre mulheres e homens: de uma em quatro para quatro em nove), explicam provavelmente a escolha da polaca Olga Tokarczuk como vencedora da edição de 2018. Esta autora, publicada em Portugal pela Cavalo de Ferro, explora formas narrativas híbridas, por vezes na fronteira entre a ficção e a autobiografia ou o ensaio (como em “Viagens”), com fortes preocupações ecológicas e um discurso assumidamente feminista, mostrando assim que a Academia está em sintonia com o zeitgeist.

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