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Cultura no sapatinho: os melhores discos para oferecer no Natal

A lista elaborada pelos críticos do Expresso com todos os discos que vale a pena ver e oferecer

Lia Pereira

Lia Pereira

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Jornalista

Luís Guerra

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Jornalista

Mário Rui Vieira

Mário Rui Vieira

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Jornalista

Rui Tentúgal

Rui Tentúgal

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Jornalista

Quem assistiu em tempo real à edição de “O Monstro Precisa de Amigos”, em novembro de 1999, dificilmente acreditaria que, 20 anos depois, os seus autores estariam na berlinda da música ao vivo — exatamente com as mesmas canções.

Apresentado pelo single ‘Ouvi Dizer’, uma balada “tipo Roberto Carlos” com voz de Victor Espadinha, o segundo álbum dos Ornatos Violeta ajudou, no finzinho da década de 90, à consolidação do culto, mas o quinteto haveria de pendurar as guitarras antes de conhecer um sucesso mais amplo. Dez anos depois do fim, ou seja, em 2012, Manel Cruz, Peixe, Nuno Prata, Elísio Donas e Kinörm deram aos fãs uma prenda que durante muito tempo não passou de um sonho: uma série de concertos nos Coliseus, complementados por uma passagem pelo festival Paredes de Coura e uma visita aos Açores. A segunda vida dos Ornatos Violeta provou pelo menos duas coisas: que canções como ‘Chaga’, ‘Nuvem’ ou ‘Coisas’ não tinham perdido impacto, soando até, na sua versão 2.0, mais enxutas e incisivas, e que além dos velhos admiradores havia uma nova geração sôfrega de entrar numa festa iniciada, nalguns casos, antes da sua chegada ao mundo. Sete anos volvidos, nova celebração ao vivo, desta feita ancorada nos 20 anos de “O Monstro Precisa de Amigos”. Tão raçudo como melancólico, o sucessor de “Cão!” apanhava os estilhaços de uma década a finar-se e volta agora às lojas numa caixa com CD, vinil branco, cassete e artwork renovado. O embrulho é bonito, o recheio permanece de luxo. / L.P.

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