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"O Irlandês": épico melancólico e espelho retrovisor da obra de Scorsese

Épico melancólico de um cão danado, reflexo da violência bruta de três quartos de século da América, “O Irlandês” é também um espelho retrovisor de toda a obra de Scorsese

Jimmy Hoffa (Al Pacino) e Frank “The Irishman” Sheeran (Robert De Niro) em “O Irlandês”, de Martin Scorsese

Três horas e meia após o início de “O Irlandês”, filme monumental em todos os sentidos, da produção à duração, do desempenho dos seus atores àquilo que o próprio filme significa à luz da obra de Scorsese e do cinema americano (mas tal não bastou para a Netflix o dar a ver entre nós nas salas de cinema), há um silêncio ensurdecedor que toma conta de nós. No genérico de início, já os The Five Satins cantaram “I’ll remember (…) I’ll hope and I pray...” em ‘In the Still of the Night’. Já vimos como as noites de Frank Sheeran (1920-2003), encarnado pelo melhor De Niro em décadas, foram tudo menos noites de quietude desde que o soldado veterano da II Guerra Mundial vendeu a alma (ao Diabo) e se tornou assassino a soldo de Russell Bufalino, o chefe mafioso daquela família (e que grande é Joe Pesci, a deixar-nos, e ao cinema, provavelmente para sempre, com um “I go to the church...”).

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