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“Comportem-se Como Adultos”: a tragédia da Grécia continua

É o que nos diz Costa-Gavras em “Comportem-se Como Adultos”, um filme sobre o combate perdido de Varoufakis com a crise grega em fundo

Jorge Leitão Ramos

Jorge Leitão Ramos

em Veneza

Jornalista

Costa-Gavras (à esq.) e o ator Alexandros Bourdoumis numa foto de rodagem de “Comportem-se Como Adultos”

LOUISA GOULIAMAKI / AFP / GETTY IMAGES

Esta é uma história do passado recente, num país do sul da Europa que se descobriu a braços com uma crise financeira, uma dívida gigantesca e uma conjuntura ideológica acantonada nos países do centro. Esta é a história de como dois homens, Alexis Tsipras e Yanis Varoufakis, e um partido — o Syriza — que parecia poder virar o panorama político da Europa, acabaram vergados pela ortodoxia da Comunidade Europeia. Para nós, portugueses, parece uma história longínqua, de tal maneira mudou o clima político e social aqui nesta ponta da Europa. Mas para Costa-Gavras, com quem falei durante o último Festival de Veneza onde “Comportem-se Como Adultos” teve a sua estreia mundial, está bem atual: “A tragédia da Grécia continua. 500 mil pessoas abandonaram o país, muita gente diplomada, cuja formação foi paga pelo povo grego, foi criar riqueza para outros países. A vida das pessoas continua a ser terrível, a austeridade mantém-se e a dívida que a Grécia tem de pagar não desapareceu — é um problema que vai durar gerações.” E se é verdade que, nas cúpulas da troika, há um consenso de que houve medidas erradas que foram tomadas, também é verdade, diz-me o realizador, que “eles dizem que foram erradas, mas nada aconteceu de diferente”. E precisa, sabendo-me português: “Em Portugal, o clima político, económico e social mudou muito, na Grécia não.”

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