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Folclore palestiniano nos palcos portugueses

Grupo Awda realiza cinco espetáculos nos distritos de Lisboa e Setúbal. Oportunidades para se assistir à popular dança Dabka

Margarida Mota

Jornalista

Awda, grupo de folclore palestiniano

D.R.

Palavra forte no imaginário palestiniano, “awda” — que na língua árabe significa “regresso” — invoca a aspiração dos palestinianos de verem reconhecido o “direito de regresso” às terras onde viviam e de onde foram expulsos quando da criação de Israel, em 1948.

Esse sonho mobilizou um grupo de jovens palestinianos oriundos de Yafa an-Naseriyye — uma pequena aldeia na região de Nazaré (norte de Israel) — que, em 1990, chamou a si a missão de divulgar a herança cultural do seu povo e fundou o grupo de folclore “Awda". Entre quinta-feira e a segunda-feira seguinte, o grupo realiza uma digressão por cinco palcos portugueses, organizada pela Missão Diplomática da Palestina em Portugal.

Na quinta-feira, dia 14, atua em Azeitão, na Sociedade Filarmónica Perpétua Azeitonense (21h). A 15, o espetáculo será no Auditório do Museu da Cerâmica de Sacavém (21h) e no dia seguinte no Fórum Cultural do Seixal (21h). No domingo, o grupo atua no Auditório Municipal de Pinhal Novo (17h), encerrando o périplo em Lisboa, na segunda-feira, no Teatro A Barraca (19h).

O grupo “Awda” tem como base de trabalho — e de inspiração — as raízes culturais palestinianas, em especial a dança folclórica Dabka e os trajes típicos. E como desígnio o fortalecimento da identidade palestiniana, para que o sonho não esmoreça.