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Fernando Rosas entre os distinguidos pela Academia Portuguesa da História

O historiador Fernando Rosas é um dos três distinguidos, este ano, com os Prémios da Fundação Calouste Gulbenkian

D.R.

O historiador Fernando Rosas é um dos nove distinguidos, este ano, pela Academia Portuguesa da História (APH). Rosas é distinguido com um dos três Prémios da Fundação Calouste Gulbenkian, na categoria História da Europa, pelo livro "Salazar e os Fascismos. Ensaio breve de história comparada", editado pela Tinta-da-China.

Na categoria História Moderna e Contemporânea de Portugal, a vencedora é Teresa de Campos Coelho, com "Os Nunes Tinoco. Uma dinastia de arquitetos régios dos séculos XVII e XVIII", edição da Fundação da Casa de Bragança.

Na categoria História da Presença de Portugal no Mundo são distinguidos 'ex aequo' Lúcio de Sousa e Maria de Lurdes Caldas, respetivamente, com as obras "The Portugueses Slave Trade in Early Modern Japan. Merchants, Jesuits and Japanese, Chinese, and Korean Slaves", publicada pela norte-americana Leiden, e "Os Medina e Vasconcelos. História de uma Família", em três volumes, pela Escritório Editora.

Cada Prémio Gulbenkian tem o valor pecuniário de dois mil euros.

Com o valor de 2.500 euros, o Prémio Pina Manique distingue, na área de estudo "Do Iluminismo à Revolução Liberal", a tese de doutoramento de Andreia Maria Durães Gomes com o título "Casas de cidade: Processo de privatização e consumos de luxo nas camadas intermédias urbanas (Lisboa na segunda metade do século XVIII e início do século XIX)".

Por seu lado, Rui Tavares recebe o Prémio Lusitania — História de Portugal pelo seu livro "Censor Iluminado. Ensaio sobre o Pombalismo e a Revolução Cultural do Século XVIII", editado pela Tinta-da-China.

Também com o valor de dois mil euros, o Prémio EMEL/História dos Caminhos, Percursos e Mobilidade distingue Mariana Reis de Castro, pela obra "Contrabando e Contrabandistas. Elvas na Primeira Guerra Mundial", saído pela Imprensa de Ciências Sociais.

O Prémio Joaquim Veríssimo Serrão, patrocinado pela Fundação Eng.º António de Almeida, no valor de 2.500 euros, distingue José Manuel Garcia, pela obra "Fernão de Magalhães. Herói, Traidor ou Mito: A História do Primeiro Homem a Abraçar o Mundo", publicado pela editora Manuscrito.

O Prémio P.M. Laranjo Coelho, no valor de 750 euros, distingue José Augusto Bezerra e Ingrid Schwamborn pela edição de "A Carta de Américo Vespúcio, em Lisboa (1504) e o mapa de Martin Waldseemüllaer, com o nome AMERICA, delineando as terras do futuro BRASIL (1507)", publicado pela Editora da Universidade Federal do Ceará.

Victor S. Gonçalves e Ana Catarina Sousa recebem o Prémio Professor Doutor Pedro da Cunha Serra, no valor de quinhentos euros, pela sua obra "Casas Novas numa curva do Sorraia (no 6.º milénio a.n.e. e a seguir)", publicado pelo Centro de Arqueologia da Universidade de Lisboa.

Os prémios são entregues a 4 de dezembro, às 15h, no Palácio dos Lilases, ao Lumiar, em Lisboa.