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Jennifer Aniston tem uma série num novo serviço de streaming (e pode vê-la sem pagar). Há outras histórias em destaque

“The Morning Show” já está disponível no Apple TV+. Saiba tudo sobre o novo serviço de streaming, que é possível experimentar sem pagar

O seu regresso à televisão tardava, mas todos sabiam que era apenas uma questão de tempo. De encontrar um papel interessante na série certa, e que se estreasse no melhor lugar. E essa série acabou por ser “The Morning Show”, a marcar a entrada da Apple no mundo da televisão e uma abertura de Jennifer Aniston para uma nova vida no pequeno ecrã. A eterna Rachel de “Friends” (disponível em streaming na Netflix) sabe que o seu valor continua em alta — a história do grupo de amigos em Manhattan mantém-se como uma das mais vistas, mesmo 15 anos depois do último episódio em televisão linear —, pelo que não podia correr o risco de embarcar num projeto que não estivesse talhado para vencer.

“The Morning Show”, história que Reese Witherspoon e Jennifer Aniston apresentaram à Apple e que a tecnológica comprou para liderar em tempo de lançamento do Apple TV+, é um drama centrado na produção de um programa noticioso matinal e que não foge aos temas do assédio em espaço laboral. A série de 10 episódios, que conta ainda com Steve Carell no elenco, é um dos projetos-chave no arranque. Não é o único.“For All Mankind”, ...

“For All Mankind” é uma das novidades...

A empresa quer mostrar-se forte desde o início e contratou nomes sonantes na indústria para produzirem conteúdos que a garantem ser de qualidade. Steven Spielberg é um dos trunfos (e está a criar uma nova versão da sua série de ficção científica “Amazing Stories”), ao qual se juntam M. Night Shyamalan, J. J. Abrams (na criação de uma comédia romântica com a cantora Sara Bareilles) e até Oprah Winfrey. Não são conhecidos os projetos em que a apresentadora e produtora está a trabalhar (junto do seu nome apenas surge a palavra brevemente), pelo que não serão já desvendados os primeiros trabalhos na plataforma.

...“Hala”...

“Hala” promete um novo olhar sobre a educação no seio de uma família muçulmana

Hoje, dia grande do Apple TV+, são outras as produções em destaque, num catálogo eclético pensado para agradar a vários públicos, abrangendo diversos géneros. O épico pós-apocalíptico “See”, protagonizado por Jason Momoa, é um dos exemplos de uma aposta em séries de grande orçamento, com o drama biográfico “Dickinson” (com Hailee Steinfeld como Emily Dickinson) a piscar o olho a quem gosta de uma boa série de época. “For All Mankind” apela aos fãs de uma boa saga — neste caso “uma perspetiva alternativa da história, onde o programa espacial continuou a ser a principal atração” da cultura norte-americana. “A Rainha Elefante” promete redefinir o género documental (promessa dos criadores), enquanto “Helpsters” se propõe a conquistar os fãs de “Rua Sésamo”, dos mesmos criadores. “Escritor Fantasma” é uma das produções juvenis disponíveis em dia de estreia, enquanto “Snoopy no Espaço” leva Charlie Brown e companhia para longe da Terra.

...e “Dickinson”, algumas das apostas da Apple TV+

Hailee Steinfeld é Emily Dickinson no drama histórico “Dickinson”

O mundo dos crimes reais é abordado em “Truth be Told”, baseado no podcast homónimo, e chega a 6 de dezembro. Depois, e ainda sem data de estreia, será a vez de títulos como “Hala”, um drama muçulmano feminino sobre a entrada na idade adulta apresentado em Sundance, a série de drama e mistério “Servants”.

A Apple não esconde a agressividade da proposta que apresenta, criada de modo a desafiar os maiores players do streaming (como a Netflix ou a HBO) desde o início. A começar pela base de assinantes. Quem comprar um iPhone, iPad, Apple TV, iPod Touch ou Mac terá acesso gratuito ao Apple TV+ durante um ano, o que levará o número de clientes da plataforma a disparar em poucos meses para a casa dos milhões. O serviço, que também dispõe de uma opção de partilha familiar (até seis utilizadores por conta), está disponível a partir de hoje e será possível subscrevê-lo por 4,99 euros mensais. Os conteúdos podem ser acedidos através dos dispositivos da tecnológica norte-americana através de uma app, assim como em algumas televisões inteligentes e num site dedicado.