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Michael Cunningham: “Aqui, a natureza de uma hora mudou”

Uma entrevista a não perder

Luís M. Faria

entrevista

Jornalista

Leonardo Cendamo

Autor do romance “As Horas” (Prémio Pulitzer, 1999) e de seis outros romances, o norte-americano Michael Cunningham, nascido em 1952, embarcou este ano numa aventura inédita para ele. Durante dois meses, esteve na cidadela de Cascais a trabalhar num novo romance. Isolado da sua vida normal, teve poucas distrações. Além de escrever, leu bastante e acompanhou a política americana à distância — usa a palavra “cansativo” para descrever o fluxo incessante de casos gerados pelo atual Presidente. Conhecia Pessoa de nome e aproveitou para ler o “Livro do Desassossego”. O Expresso falou com ele no fim desta sua residência.

Em termos de trabalho, como correu?

Honestamente, foi excelente. Quando cheguei, eu não tinha a certeza. Vim sozinho. Era eu numa sala, dia após dia, e pensava: “Hum. Talvez consiga realizar bastante trabalho ou talvez me apeteça suicidar-me na segunda semana.” Aconteceu a primeira coisa. O timing foi particularmente bom, pois tinha acabado o primeiro esboço de um romance que não funcionava. Quando acabei, eu sabia. Vim aqui para recomeçar esse romance, o que tornou útil a solidão. Nestes dois meses estive em Portugal, que é um país estrangeiro, e estive também no mundo do romance, que de certa forma também o é.

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