Perfil

Vida Extra

À conversa com o mágico Abou-Khalil

Traz a poesia e a música de mãos dadas. Tem pela cultura portuguesa um carinho especial. Acaba de lançar “The Flood and the Fate of the Fish”, um disco de canções independentes mas que se ouvem como a banda sonora de um filme

Alexandra Carita

Alexandra Carita

texto

Jornalista

A descoberta de Portugal aconteceu há 20 anos. Os projetos foram chovendo. Primeiro devagar, depois em passo acelerado. Hoje não há ninguém que não o conheça pelo menos de nome. Rabih Abou-Khalil faz parte de uma música que, como o fado, toca o amor, a morte e a saudade. Tudo aconteceu depois de ter conhecido o fadista Ricardo Ribeiro.

“Entre o mundo árabe e o mundo ibérico existe uma relação histórica, mas não acho que isso seja suficiente para desenvolver uma ligação artística. A verdade é que há uma relação muito forte entre a minha música e a do Ricardo Ribeiro. Não penso que fosse possível uma outra união com outro tipo de música, mesmo que tradicional. Eu nem sequer componho para o árabe tradicional. Tenho a minha própria cadência, que parece funcionar muito bem com o espírito do Ricardo. Acho que é, sobretudo, uma relação entre um determinado português e um determinado libanês”, explica o artista ao telefone desde Beirute, no Líbano, cidade que o viu nascer há 62 anos.

Para ler o artigo na íntegra clique AQUI