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Outono Quente: Festival acolhe 18 companhias artísticas em Viseu

Duas companhias artísticas internacionais e 16 portuguesas, num total de 73 artistas, animam a partir de sexta-feira e durante 10 dias a oitava edição do Festival Outono Quente, disse esta quarta-feira a organização

Duas companhias artísticas internacionais e 16 portuguesas, num total de 73 artistas, animam a partir de sexta-feira e durante 10 dias a oitava edição do Festival Outono Quente, disse hoje a organização. Das presenças na programação, a responsável pelo festival destacou o projeto musical 'A Charanga', CENDREV com o espetáculo "Bonecos de Santo Aleixo", JAM com "El Metre", Jean Kikolas com "Calor", Trigo Limpo -- ACERT com "Para ti, Sophia" e "Fil'Mus2".

Carlos Peninha com "Tocar o Chão", Teatro e Marionetas de Mandrágora com "Os Descobridores", Luís Roque com "De Rua" e a dança e música tradicional dos Açores, "As Chamarritas", são outros dos espetáculos que Márcia Leite evidenciou.

A oitava edição do Outono Quente tem como palco principal o Parque da Cidade, embora o festival se alargue por algumas artérias da cidade, e é uma iniciativa da Zunzum -- Associação Cultural, com financiamento do programa municipal Viseu Cultura em 40 mil euros.

De sexta-feira e até dia 13, esta edição "renova-se com propostas culturais e multidisciplinares para toda a família", que passam pelo universo do teatro, da música, da dança, do circo e também momentos de conversa, contos e oficinas artísticas e criativas.

"A saúde e o bem-estar são componentes que ganham o seu lugar no cartaz, através de ateliês e oficinas para crianças ou grávidas", destacou.

Márcia Leite anunciou também a presença de "quatro especialistas" nas áreas da literatura, psicologia, ambiente e natureza, respetivamente Sandra Santos, José Teixeira, Ivone Patrão e Gabriel Silva.

A "Marcha dos Sonhos" é um projeto repetente no Outono Quente e tem por objetivo lançar "um repto a toda a comunidade, com ou sem formação artística, para participar e construir em conjunto uma performance de rua, que termina com chave de ouro o festival, a cada edição".

À boleia desta iniciativa, os participantes podem "aprender ou aprofundar conhecimentos em oficinas gratuitas de construção e manipulação de objetos cénicos, de dramaturgia ou de construção de figurinos", explicou Márcia Leite.

"Nesta marcha, estarão, com os Zuns, o Teatro e Marionetas de Mandra´gora, Jorge Fraga, Ricardo Augusto, Tribal e coletivos, grupos informais, famílias, todos vão criar com e para a comunidade 'O sonho', uma performance comunitária que tem crescido juntamente com o próprio evento", referiu Márcia Leite.

"Este é o festival mais zen de Viseu. É uma proposta cultural muito bem-vinda. É um convite para deixar o telemóvel em modo de voo e desfrutar em família de uma programação artística inclusiva, num cenário verde e de bem-estar", considerou o vereador da Cultura da Câmara Municipal de Viseu.

Jorge Sobrado considerou ainda que, "este evento, mantém-se fiel à sua matriz originária, mas evidencia um pulmão maior de talentos de Viseu".