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O vinil pode ultrapassar o CD pela primeira vez desde 1986

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O ano de 2019 ainda tem alguns meses pela frente, mas tudo parece apontar para uma inversão de consumos no mercado da música gravada, com o vinil a superar as vendas em CD pela primeira vez desde há 33 anos. Tendo em conta as tendências verificadas nos últimos anos — que mostram uma quebra das vendas de CD três vezes superior aos valores de crescimento do mercado dos discos em vinil — os indicadores sugerem que, chegados a 31 de dezembro, possamos encontrar um cenário que não acontecia desde 1986. Os valores não podem ser, contudo, lidos fora de contexto, devendo acrescentar-se que, hoje em dia, o grosso do consumo de música se faz através do streaming, em valores que suplantam as vendas de suportes físicos como o vinil, o CD e até mesmo a cassete (recentemente reativada em certos circuitos de nicho).

Um relatório recente da RIAA (Recording Industry Association of America) mostrou que no primeiro semestre de 2019 os lucros associados às vendas de CD cresceram 12,9%, valor muito próximo dos 12,8% do período análogo no ano anterior. Ao mesmo tempo, as vendas de CD mantiveram os valores idênticos aos de 2018. As vendas em vinil, no mercado norte-americano (o maior do mundo) alcançaram os 224,1 milhões de dólares no primeiro semestre, aproximando-se dos 247,9 milhões obtidos pelo CD. O acentuar das tendências verificadas nos últimos anos poderá traduzir-se numa troca de posições relativas destes dois formatos já no final do ano, com o vinil a poder suplantar o CD. Mas vale a pena notar que, apesar deste evidente renascimento do vinil, ele não corresponde a mais do que uns meros 4% do mercado total da música gravada, valor discreto quando comparado com os consumos por streaming, que em 2018 representaram nos EUA cerca de 75% do volume total, número impressionante tendo em conta que, há alguns anos, o CD chegou a traduzir 95% de todo o mercado. Segundo o levantamento do primeiro semestre agora apresentado pela RIAA, o mercado total da música nos EUA cresceu 18%, vincando uma tendência que deixa cada vez mais no passado os momentos de crise que esta indústria viveu nos primeiros anos do século XXI.

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