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Vida Extra

Entrevista a Jason Fine, o homem-forte da “Rolling Stone”

Homem do leme da “Rolling Stone” é um dos responsáveis pelo sucesso da histórica revista que há mais de meio século acompanha a evolução da música popular e da sociedade americana. “Há causas sociais, de direitos humanos, que estão no nosso âmago”, diz-nos

Achim Harding/Everett Collection/Alamy Live News

Conhece bem Portugal e regressa ao nosso país para participar como orador no RHI, uma plataforma que pretende pensar coletivamente as relações que se estabelecem entre a arte, a cultura e os negócios e que terá uma edição em Lisboa, na Culturgest, e em mais 11 cidades portuguesas, a decorrer entre os dias 14 e 21 de setembro. A ideia será sentar no mesmo espaço programadores culturais, agentes, curadores e artistas para, entre outras coisas, discutir, sob o mote ‘Revolution_Hope_Imagination’, as possibilidades de acesso a mercados como o americano.

Tem-se discutido bastante a emergência de artistas da esfera latina, muito graças ao sucesso nos Estados Unidos de J Balvin, Rosalía ou Bad Bunny. Acha que os artistas portugueses poderão aspirar ao mesmo tipo de sucesso?

Não sei se consigo dizer isso, exatamente. O que eu vejo, em termos de grandes artistas mainstream, é que há quem esteja a misturar estilos latinos com hip hop ou pop e outros sons que estão a resultar numa música capaz de fazer crossover e que interessa, em primeiro lugar, às comunidades de pessoas que vêm desses países — as comunidades porto-riquenhas, cubanas, mexicanas... Isso é o que se passa no topo da pirâmide comercial. No entanto, diria, e adotando uma perspetiva mais ampla, que vivemos num tempo em que há menos barreiras que nos impeçam de ouvir música que venha de lugares diferentes — basta recuar 10 anos para se perceber que seria muito invulgar escutar uma canção em espanhol na rádio pop americana, algo que agora acontece a toda a hora. Diria também que por causa do streaming é hoje possível ouvir música que se espalha de forma orgânica, de boca em boca, ou então através de playlists que são pensadas para irem ao encontro dos nossos gostos, sejam elas desenhadas por influenciadores em que se confia ou por algum algoritmo. Já não é uma indústria tão segregada como foi em tempos.

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