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Selfies. A luta de um fotógrafo contra os autorretratos do século XXI

Rankin é um fotógrafo britânico numa cruzada contra os autorretratos que hoje se fazem. O que ele quer agora, diz, “é tomar de volta o controlo” desta expressão artística

RANKIN

Já quase tudo se disse sobre selfies: à medida que lê este texto, milhares delas estão a ser tiradas em todos os cantos do mundo e a gerar novas conversas. Mas o andar do mundo é sempre este, ação, reação. Quantas mais se produzem e se espalham, maior desconforto causam em quem não lhes vê nenhum mérito. O fotógrafo britânico conhecido apenas por Rankin (chama-se John Waddell) está nessa categoria. Acredita que “as selfies são hoje menos sobre ‘quem realmente és’ e mais sobre ‘com que celebridade te queres parecer’. É o exato oposto daquilo que os autorretratos deveriam ser.”

Por isso tem criado uma série de projetos fotográficos para as combater. “Selfie Harm” (do qual falámos aqui) foi um estudo com 15 adolescentes a mostrar a relação entre a saúde mental e a obsessão com as fotografias e com as edições dessas fotografias. Depois dele, que se espalhou, nasceu a ideia de convidar artistas e criadores a sugerir ideias de autorretratos, daqueles verdadeiros, únicos. Pessoas a “explorar ideias sobre si mesmas, através da criação de imagens que expõem intimidades”. O autorretrato como expressão artística pessoal e introspectiva, uma ideia que, para Rankin, tem morrido com a popularização das selfies. O fotógrafo decidiu então chamar “todos os pensadores criativos para enviar ideias de autorretrato. Os melhores serão selecionados para ganhar vida” através, claro, da lente do próprio.

Rankin quer conceitos novos, originais e quer ver aquilo que as redes sociais nunca mostram. Abaixo alguns exemplos. Aqui o destino para o qual deve mandar as suas ideias: selfiecontrol@rankin.co.uk ou escrevendo diretamente em @rankinarchive com a hashtag #selfiecontrol.

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