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Comic Con Portugal: Sabe o que é o cosplay?

A Comic Con começa esta quinta-feira no Passeio Marítimo de Algés, em Lisboa

Para Mariana Rocha, a paixão pelo cosplay nasceu em 2012, através de uma amiga que lhe deu a conhecer uma realidade desconhecida até então. Abria-se a possibilidade de se vestir como as personagens dos desenhos animados de que gostava, de fazer disso um hobby, e rapidamente entrou num mundo de fantasia em que cada um cria o seu próprio fato. “Nesse mesmo ano fiz o meu primeiro cosplay e fui à minha primeira convenção”, conta a estudante de moda, de 19 anos. E nunca mais parou. “À medida que os anos foram passando fiquei cada vez mais entusiasmada com todo o ambiente que se vive na comunidade de cosplay e nas convenções.”

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As possibilidades são quase infinitas — à medida que se conhecem mais animes, mangas e jogos, mais cosplays entram na lista —, mas há sempre alguns especiais. É o caso de Miaka Yuuki de “Fushigi Yuugi”, personagem principal do primeiro anime que Mariana viu ainda em criança no Canal Panda — e cuja “personalidade, desejos e inseguranças” lhe pareceram uma descrição de si própria. Ou de Alice de “Alice no País das Maravilhas”, uma das personagens que fez e de que mais se orgulha, ou não tivesse levado a estudante de moda à final de um concurso internacional. Conhecida pelo nome de Alana, a cosplayer é presença assídua nos eventos dedicados ao tema: “É mais fácil perguntar a que convenções é que não vou”, assegura ao Expresso, e nunca falta a uma Iberanime ou Comic Con.

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Depois de representar Portugal no CWM (Cosplay World Masters) no Iberanime, espera agora cumprir o sonho de participar em convenções internacionais como a Japan Weekend, a Japan Expo ou a Katsucon, as três no Japão, ou a mítica San Diego Comic-Con, na Califórnia. Agora, as atenções estão viradas para o evento nacional, mesmo frisando que este não é inteiramente dedicado ao cosplay. “A Comic Con é definitivamente das maiores convenções que se realizam em Portugal e tem sofrido um crescimento bastante significativo quanto à abrangência do público”, mesmo que muitos cosplayers tenham deixado de comprar bilhetes para os quatro dias.

Em causa estarão vários fatores, entre os quais será necessário destacar os espaços ao ar livre — que diminuem o conforto de quem se apresenta em personagem no evento. “A probabilidade de o vento arruinar a peruca, de a chuva sujar um fato ou o sol me assar dentro dele são demasiado altas para arriscar muitos dias”, ilustra Mariana Rocha. Apesar de haver mais espaço para todos, é impossível que o aumento da escala agrade a todos os públicos. Dores de crescimento todos têm, mesmo no mundo da ficção.