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São estes os novos filmes portugueses a concurso no Festival de Cinema de Toronto

O anúncio foi feito esta terça-feira pela organização

Lusa

Rikita Nandini Shimu em “Made in Bangladesh” (2019)

Novos filmes dos realizadores portugueses Pedro Costa, Pedro Neves Marques e Maureen Fazendeiro vão integrar o Festival de Cinema de Toronto, que apresenta ainda em estreia mundial uma coprodução de Portugal com o Bangladesh, anunciou a organização.

Made in Bangladesh”, da realizadora Rubaiyat Hossain, uma coprodução daquele país com Portugal, França e Dinamarca, apresenta-se em estreia mundial na secção de cinema internacional contemporâneo do Festival de Toronto, no Canadá, que se realiza de 5 a 15 de setembro. Na secção Wavelengths, dedicada exclusivamente a filmes de vanguarda, que coloca em evidência a inovação formal e expressões originais cinematográficas, vão ser apresentadas as curtas-metragens “A mordida” (“The bite”), de Pedro Neves Marques, em estreia mundial, e “Sol negro” (“Black Sun”), da franco-portuguesa Maureen Fazendeiro, em estreia internacional.

“A Mordida” foi também selecionado para o Festival de Nova Iorque, na secção Projections, que decorre de 27 de Setembro a 13 de Outubro. Esta curta-metragem, em coprodução com o Brasil, parte de uma pesquisa num laboratório de mosquitos geneticamente modificados em São Paulo, para criar uma ficção algures entre o momento político atual e um futuro imaginado, explica o realizador, citado pela distribuidora Portugal Film. “A epidemia biológica de um vírus combatido parcialmente através de mosquitos mutantes, faz de analogia à ascensão do conservadorismo reacionário brasileiro”, acrescenta o realizador.

“A Mordida” de Pedro Neves Marques (2019)

“A Mordida” de Pedro Neves Marques (2019)

Quanto a “Sol Negro”, filme produzido por O Som e a Fúria (Portugal) e Norte Productions (França), põe em confronto um dia de eclipse solar em Lisboa, e excertos de um poema de Henri Michaux, lidos pela atriz francesa Delphine Seyrig. Trata-se do primeiro filme da realizadora feito por inteiro em Portugal, e teve estreia mundial na competição do Curtas Vila do Conde, no passado mês de julho.

O novo filme do realizador português Pedro Costa, “Vitalina Varela”, que fará a estreia mundial no Festival de Cinema de Locarno (Suíça), na próxima quarta-feira, foi também selecionado para o Festival de Cinema de Toronto. Esta longa-metragem portuguesa é dedicada a Vitalina Varela, uma mulher cabo-verdiana que participou no anterior filme de Pedro Costa, “Cavalo Dinheiro” (2014). Esta é a história de uma mulher que viveu grande parte da vida à espera de ir ter com o marido, Joaquim, emigrado em Portugal. Sabendo que ele morreu, Vitalina Varela chegou a Portugal três dias depois do funeral dele.

“Vitalina Varela” (2018), de Pedro Costa

“Vitalina Varela” (2018), de Pedro Costa

Pedro Costa / FB

No mês passado, a organização do Festival de Toronto já tinha anunciado a presença do filme “A Herdade”, de Tiago Guedes, em estreia norte-americana, e de “Frankie”, uma coprodução nacional da autoria de Ira Sachs. “A Herdade”, de Tiago Guedes, tem coprodução da Leopardo Filmes e da Almafa Films, e conta a “saga de uma família proprietária de um dos maiores latifúndios da Europa, na margem sul do rio Tejo, [...] fazendo o retrato da vida histórica, política, social e financeira de Portugal, dos anos 40, atravessando a revolução do 25 de Abril e até aos dias de hoje.”

“Frankie”, que teve a sua estreia no Festival de Cannes e que conta com a participação da atriz Isabelle Huppert, foi filmado em Portugal e passa-se na cidade de Sintra, acompanhando três gerações de uma família europeia.

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