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Vida Extra

Entrevista a Quentin Tarantino: “Este filme é um risco do caraças!”

Falou-nos de cartas de amor e de memórias de infância. Da fé no cinema e das redes sociais. De caixas de Pandora e de lutas com Bruce Lee. E disse que não lhe passa pela cabeça realizar filmes que se passem nos dias de hoje. “Era Uma Vez... em Hollywood” é arrebatador, o ‘opus 9’ de Quentin Tarantino. Estreia-se na quinta-feira

Getty Images

Há pouco mais de dois meses, no rescaldo do Festival de Cannes, Leonardo DiCaprio e Brad Pitt falaram-nos da “viagem de montanha-russa” que é filmar com Quentin Tarantino. Já ambos o tinham feito, separadamente, mas nunca antes — e em nenhum outro filme — haviam trabalhado juntos até “Era Uma Vez... em Hollywood”. DiCaprio chama-se Rick Dalton, é um ator de seriados da TV americana, westerns e não só, gostava de dar o salto para o cinema — e o cinema está a mudar vertiginosamente. Pitt chama-se Cliff Booth, é o duplo que dobra Rick nas cenas perigosas, pau para todo o serviço, também o seu melhor amigo. Estamos em Los Angeles, a 8 de fevereiro de 1969. Os desígnios do escriba Quentin vão colocar estas criaturas de ficção nos bastidores das ditas séries, mas também na Cielo Drive, que em agosto daquele ano se tornará a mais infame e amaldiçoada das ruas da cidade. Rick é vizinho de Roman Polanski e de Sharon Tate. E a América, como Tarantino nos contou e já antes Brad Pitt o dissera, está prestes a perder a sua inocência. A ficção entrelaça-se então na realidade histórica num combate impiedoso e mortal entre as duas. Naquela L.A. que o cineasta guarda na memória e que é a cidade dos seus seis anos. Num filme que inventa um tempo que é só seu, fora do tempo. Como no “era uma vez...” A palavra ao realizador.

Vamos começar pelo princípio: como é que nasceu “Era Uma Vez... em Hollywood”?

Eu gosto do verbo “nascer” quando estou a discutir filmes. Também podemos falar disso.

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