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Vida Extra

Starck, o criador

Solitário, tem a capacidade de se fundir com tudo e todos, quase por osmose, mas sem metamorfose

Guta Moura Guedes

Primeiro disclaimer: somos amigos. Segundo disclaimer: sou uma admiradora incondicional do seu trabalho. Conhecemo-nos há 17 anos e ainda hoje sou surpreendida pela sagacidade e criatividade de Philippe Starck, gerida por uma mente inquieta e veloz. Lembro-me de uma vez ter discutido com ele um convite para fazer uma exposição no Brasil sobre o seu trabalho. Philippe disse: “Sim, mas só se for acerca da minha cabeça.” E é aí que quase tudo reside.

Na cabeça de Starck está um vibrante computador criativo que processa dados com ferocidade e que ele usa como uma metralhadora para melhorar o mundo. Todos os dias, non stop, desde que se criou a si próprio. Não lê sobre design ou arquitectura, nem sobre o que os seus pares fazem, com algumas excepções, muito pontuais. É um curioso insaciável, principalmente por áreas que não as suas, desde a engenharia, física, ciência, biologia, história à música, política, economia, astronomia. Solitário, tem a capacidade de se fundir com tudo e todos, quase por osmose, mas sem metamorfose — ele é sempre ele. Ouve com atenção os inteligentes ou aqueles onde advinha algo que o possa surpreender ou que tenham algo de belo, dimensão pela qual poderia mover galáxias.

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