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Rock português servido no Douro com uma casta de peso na Régua

Jorge Palma, Mão Morta e Dead Combo são alguns dos destaques da colheita que aromatiza a quarta edição do festival Douro Rock, realizado em Peso da Régua nos dias 9 e 10 de agosto

D.R.

“Começámos a fazer isto em 2016, como uma espécie de engarrafamento para deixar maturar, como se faz com o vinho”. É assim que Miguel Candeias, mentor e organizador do Douro Rock, começa por apresentar um festival, realizado anualmente em Peso da Régua, onde a vindima programática traz sempre no cesto um cartaz inteiramente nacional. “Acho que agora, na quarta edição, está na altura de abrir a garrafa”, acrescenta o responsável, relativamente a uma colheita encorpada, para degustar nos dias 9 e 10 de agosto, com notas de Jorge Palma, Mão Morta e Dead Combo.

Outros travos musicais aromatizam o evento, no qual vão ser servidos, quentes e eletrizantes, concertos de David Fonseca, Clã, Dino D’Santiago, Profjam e Keep Razors Sharp.

“É uma casta de peso”, assegura o sommelier do Douro Rock ao Vida Extra, o mesmo homem que, com o cartaz já fechado, decidiu acrescentar mais um “cheirinho”. “Achei que faltava uma cereja no topo do bolo. Lembrei-me de convidar os Dead Combo para se juntarem ao concerto do Jorge Palma”, desvela o responsável, a propósito de um momento em que os artistas têm “carta branca” para uma parceria inédita.

D.R.

A carta — com toques de pop, indie, soul e hip-hop — abre-se para um leque mais heterogéneo de melómanos e festivaleiros. “O primeiro dia será mais pop-rock, com sonoridades completamente diferentes e que vão captar um público mais jovem”, descreve o organizador, referindo-se aos espetáculos que Profjam, Dino D’Santiago, os Clã e David Fonseca vão protagonizar no dia 9.

“O sábado é aquele dia em que, por muitas voltas que dermos, acabamos sempre no rock, a fazer jus ao próprio nome do festival”, explica Miguel Candeias, um homem da rádio “ansioso” por ouvir Keep Razors Sharp, Dead Combo, Mão Morta e Jorge Palma.

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Paulo Cunha Martins

O Douro Rock assume-se, nas palavras do timoneiro de um evento que faz desaguar a música portuguesa na região demarcada mais antiga do mundo, “como uma alternativa e um complemento aos outros festivais”, com a preocupação constante de divulgar os encantos durienses. “O recinto fica localizado entre duas pontes, com o rio de um lado e a piscina do outro, sempre com uma temperatura muito agradável”, enaltece Miguel Candeias.

Os bilhetes têm o custo de 15 euros e garantem acesso aos dois dias do certame, bem como ao parque de campismo do Douro Rock e à piscina.

A edição de 2018 contou com a presença de aproximadamente 14 mil pessoas que aplaudiram os concertos de Xutos e Pontapés, The Gift, The Legendary Tigerman, Samuel Úria, entre outros.

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