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O “dueto” de Zeca Afonso e Vinicius de Moraes chega esta noite ao Porto — ao vivo e em disco

O espetáculo começou em Lisboa, vai agora ao Porto e tem ainda uma terceira data: a 19 de julho, “Estrada Branca” estará no Castelo do Alandroal, Alentejo. Pelo meio, há um duplo LP para celebrar dois dos músicos mais marcantes da língua portuguesa

O duplo LP de homenagem a Zeca Afonso e Vinicius de Moraes recupera os concertos de “Estrada Branca”

O ano é de celebração do nascimento de Zeca Afonso (faria 90 anos em 2019) e já tinha sido de homenagem a Vinicius de Moraes em 2013, quando se festejaram os 100 anos do nascimento do artista (1913-1980). Em lados opostos do Atlântico, ambos marcaram a música feita em português e permanecem no imaginário coletivo, não só dos seus contemporâneos, como dos que se lhes seguiram.

Não foi por isso estranho que Mônica Salmaso, artista brasileira, se tenha juntado a Teco Cardoso, marido, e, para o que importa, flautista, e ao pianista e maestro Nelson Ayres, para um espetáculo feito a partir do reportório de Vinicius. Celebrando o centenário, no Brasil, o trio de músicos não imaginaria naquela altura que a exibição chegaria a Portugal sob a forma de um “encontro”. José Pedro Gil e Emanuel de Andrade são os músicos portugueses que, pouco tempo depois, se entregavam à empreitada de trabalhar a obra de Zeca Afonso para voz, piano e quarteto de cordas. Em 2017, um e outro projeto uniram-se, criando um novo: chamaram-lhe Estrada Branca.

Mônica Salmaso, artista brasileira que canta Zeca e Vinicius nestes espetáculos de celebração

Mônica Salmaso, artista brasileira que canta Zeca e Vinicius nestes espetáculos de celebração

José Pedro Gil, o artista português que canta Zeca e Vinicius nestes espetáculos de celebração

José Pedro Gil, o artista português que canta Zeca e Vinicius nestes espetáculos de celebração

Aos músicos portugueses e brasileiros acima citados juntou-se Carlos Tê, letrista e escritor de canções para músicos como Rui Veloso, e que aqui foi curador do reportório. As vozes de Mônica Salmaso e José Pedro Gil cantaram as obras de José Afonso e Vinicius de Moraes no início do verão de 2017, numa série de espetáculos que começou no Porto, no Mosteiro de São Bento da Vitória, foi para o Centro Cultural Olga Cadaval, em Sintra, e terminou no Teatro Municipal São Luiz, em Lisboa.

Dois anos depois, aí está a Estrada Branca outra vez, para ser percorrida em sentido inverso. Começou em Lisboa, no mesmo São Luiz, no dia 8 de julho, e estará esta noite, 10 de julho, na Casa da Música, no Porto, até se encerrar, pelo menos até ver, no Castelo do Alandroal, no Alentejo, dia 19 deste mês.

Por fim, mas não menos importante: a data é assinalada com a edição de dois LP que reúnem os espetáculos de 2017.

Sobre Estrada Branca, escreveu Carlos Tê: “O resultado foi uma felicidade merecedora de ser estendida no tempo e no espaço, uma preciosidade rara em projetos desta natureza, pouco tentados entre Portugal e Brasil, distantes na aparência do real, mas estranhamente próximos na universalidade do sentido e na língua que os patrocina, onde as suas diferenças são ricas e enriquecedoras.”

Voz aos artistas:

Os bilhetes estão à venda AQUI.

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