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Vida Extra

Corbusier e os seus objectos

A presença desses objetos e obras representa um registo paralelo da sua forma de pensar

Guta Moura Guedes

Há uma casa única em Zurique. Única no mundo, mais certo assim dizer, e devemo-la à inteligência e persistência de uma mulher, Heidi Weber, e à sua imensa cumplicidade com um dos maiores arquitectos de sempre, Le Corbusier.

É uma casa que não é uma casa. Chama-se, na verdade, Pavillon Le Corbusier, e está a escassos metros do lago azul em redor de cujas margens a cidade se desenrola, numa das suas mais serenas zonas. Sempre que vou a Zurique vou vê-la. Neste momento encontra-se maravilhosamente restaurada, esplendorosa, e passar pelo menos uma hora lá é — como dizer de outro modo? — obrigatório. Entre a escolha dos materiais, as cores, as proporções, as transparências e opacidades, as escadas e portas, tudo é um exemplo da mestria de um arquitecto maduro que no momento em que a desenhou, pouco antes de morrer, antecipava já toda uma série de direcções futuras para a arquitectura. Foi acabada depois da sua morte e a ela aqui voltarei.

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