Perfil

Vida Extra

Cidades históricas querem limitar o volume de visitas

Não são boas notícias para os turistas

Bruges, na Bélgica, vai juntar-se ao número crescente de cidades históricas que estão a aplicar medidas restritivas ao turismo em massa. A cidade acolheu 8,3 milhões de turistas em 2018, dos quais seis milhões correspondem a visitantes de um dia só. É precisamente contra este tipo de turismo que a cidade pretende lutar, impondo limites de entrada para quem ali se desloque por apenas umas horas (sobretudo através de cruzeiros que atracam em Zeebrugge), procurando promover estadas prolongadas. A cidade, que apresenta um dos centros históricos medievais mais bem preservados da Europa (e consta na lista de património mundial da UNESCO), é há muito um dos mais importantes destinos turísticos na Bélgica, estatuto certamente reforçado pelo impacto do filme “Em Bruges”, de Martin McDonagh, protagonizado por Ralph Fiennes, Brendan Gleeson e Colin Farrell, que explora a beleza histórica e arquitetónica da cidade.

Bruges não é caso único. E nos últimos anos vimos, por exemplo, cidades italianas, como Roma e Florença, a aplicar multas a ações de “mau comportamento” de turistas face ao seu património. Veneza, cuja população residente caiu dos 175 mil habitantes em 1951 para cerca de 55 mil a meio da presente década, assistiu já a protestos de residentes contra o volume de turistas nas suas ruas e canais, que chegam a atingir os 60 mil por dia. O número de cruzeiros que ali passam é considerável, e Banksy chegou mesmo a dedicar uma das suas mais recentes obras a este tema.

Para continuar a ler o artigo, clique AQUI
(acesso gratuito: basta usar o código que está na capa da revista E do Expresso. Pode usar a app do Expresso - iOS e Android - para descarregar as edições para leitura offline)