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Vida Extra

O que faz de Ed Sheeran uma estrela improvável? E como atingiu esse estrelato?

Não usa telemóvel, veste-se de forma desleixada e parece mais um cromo do que um ícone pop, mas é, aos 28 anos, a superestrela musical do momento. A sua digressão passa este fim de semana por Lisboa, a caminho de se tornar a mais lucrativa de sempre

Numa das cenas finais do documentário “Songwriter” (Compositor), um olhar intimista sobre o processo criativo de Ed Sheeran, realizado há três anos pelo seu primo Murray Cummings durante as gravações do álbum “÷” (lê-se Divide)”, o músico britânico aperta os atacadores, coloca um gorro na cabeça e solta a confissão: “O meu principal alvo é a Adele. Se não queres ser maior do que a Adele, estás na indústria errada. Ela é o alvo para toda a gente. Não quero ser a Adele dos homens. Quero ser a Adele.”

Estamos em 2016 e a cantora inglesa, então com 28 anos, é a voz que está na rádio a toda a hora: o seu terceiro álbum, “25”, lançado no final do ano anterior, vendera mais de 20 milhões de cópias e o primeiro single, ‘Hello’, tornara-se, em apenas 88 dias, o vídeo a atingir mais depressa os mil milhões de visualizações no YouTube. Sheeran, três anos mais novo, conquistara uma legião de fãs entre o público feminino e fora catapultado para as posições cimeiras dos tops musicais com as baladas folk dos seus dois primeiros discos, “+” (Plus), em 2011, e “x” (Multiply), em 2014, mas jogava ainda numa liga diferente da compatriota. Quando, no ano em que lançou “x”, atuou pela primeira vez em Portugal, no Parque da Bela Vista, ao quarto dia do Rock in Rio Lisboa, era já um nome estabelecido da pop internacional, mas ainda sem o estatuto de superestrela que ostenta hoje — subiu ao palco antes da sensação neozelandesa Lorde e da banda indie-rock canadiana Arcade Fire, num concerto onde não faltavam os êxitos celebrados na rádio, como ‘The A Team’ (uma balada sobre uma prostituta viciada em crack que ele conheceu num refúgio para sem-abrigo) e ‘Lego House’.

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