Perfil

Vida Extra

Depois da Medalha de Mérito Cultural, Maria João Pires será condecorada por Marcelo

Pianista Maria João Pires vai ser distinguida com Grã Cruz da Ordem do Infante D.Henrique

"A condecoração hoje entregue foi pelo Governo, e para não haver sobreposição de condecorações será entregue a Grã-Cruz da Ordem do Infante D. Henrique, que já lhe comuniquei e ela [Maria João Pires] aceitou", explicou Marcelo Rebelo de Sousa

Pianista Maria João Pires vai ser distinguida com Grã Cruz da Ordem do Infante D.Henrique

"A condecoração hoje entregue foi pelo Governo, e para não haver sobreposição de condecorações será entregue a Grã-Cruz da Ordem do Infante D. Henrique, que já lhe comuniquei e ela [Maria João Pires] aceitou", explicou Marcelo Rebelo de Sousa

A pianista Maria João Pires vai ser distinguida, em setembro, com a Grã-Cruz da Ordem do Infante D. Henrique, anunciou o Presidente da República Portuguesa, Marcelo Rebelo de Sousa, no sábado em Escalos de Baixo, Castelo Branco.

O anúncio foi feito por Marcelo Rebelo de Sousa em declarações aos jornalistas à margem da cerimónia de atribuição da Medalha de Mérito Cultural à pianista, que aconteceu no sábado no Centro Belgais para o Estudo das Artes.

"A condecoração hoje entregue foi pelo Governo, e para não haver sobreposição de condecorações será entregue a Grã-Cruz da Ordem do Infante D. Henrique, que já lhe comuniquei e ela [Maria João Pires] aceitou", afirmou o chefe de Estado, adiantando que a entrega irá acontecer a 15 de setembro no mesmo local da cerimónia de hoje.

Maria João Pires receberá a distinção das mãos de Marcelo Recebo de Sousa aquando da ida a Belgais "do corpo diplomático acreditado em Lisboa".

"Com a presença de todos em embaixadores dos vários países com os quais temos relações diplomáticas, será assinalada a projeção de Maria João Pires no mundo, que esse é o objetivo, a projeção dela, como ela diz, para o futuro no mundo", afirmou o chefe de Estado.

Depois da Medalha de Mérito Cultural, Maria João Pires será condecorada por Marcelo

A ministra da Cultura, Graça Fonseca, atribuiu no sábado a Medalha de Mérito Cultural à pianista Maria João Pires, destacando o seu "serviço de exceção" na divulgação cultural e a sua "entrega à música". A pianista afirmou não saber se mereceu no passado a Medalha de Mérito Cultural, mas prometeu tudo fazer para a merecer no futuro.

"Quero agradecer esta medalha [Mérito Cultural], mas queria agradecer-lhe a medalha para o futuro. Eu não sei se a mereci no passado, mas vou fazer tudo o que posso para a merecer no futuro", afirmou a pianista portuguesa.

Maria João Pires, de 74 anos, criou em 1999 o Centro Belgais para o Estudo das Artes, em Escalos de Baixo, Castelo Branco, um projeto educativo, pedagógico e cultural, com impacto na região, que chegou a ter o apoio do Ministério da Educação. Dez anos depois, em 2009, o centro encerrou alegando na altura uma "difícil situação económico-financeira".

No ano passado, o projeto foi renovado e reativado como Centro de Artes de Belgais, disponibilizando e retiros musicais, espaço para atuações e oficinas de música. Há ainda uma valência de alojamento e de produção de azeite, como se lê na página oficial.

Maria João Pires nasceu em Lisboa, a 23 de julho de 1944. É a mais internacional e reputada das pianistas portuguesas, com um percurso artístico que remonta a finais dos anos 1940, quando se apresentou pela primeira vez em público, aos quatro anos.

Entre os prémios conquistados pelo talento artístico contam-se o primeiro prémio do concurso internacional Beethoven (1970), o prémio do Conselho Internacional da Música, pertencente à UNESCO (1970), e o Prémio Pessoa (1989).

  • Sérgio Praia: “Houve tanta mentira e tanta gente que se aproveitou do António”

    “Variações”, a primeira longa-metragem de João Maia, com produção da “David & Golias”, estreia esta quinta-feira. A voz e o rosto da celebração são os de Sérgio Praia que, em entrevista ao Vida Extra, retrata um António determinado e frágil, “envergonhado e que falava baixinho”, cosmopolita e rústico, um “animal de caça” que adorava Iggy Pop e um homem simples “devoto de pataniscas com arroz de feijão, que preferia comer à mão”. Foram 12 anos calcorreados ao encontro de um artista “maltratado, apontado e apedrejado”, tornado “santo” depois da morte, com o único “vício de nunca ficar”

  • Vozes do Rio invisível

    No seu livro de estreia, o escritor carioca Geovani Martins escreve contos intensos, mas desiguais, sobre a vida nas favelas do Rio de Janeiro

  • Uma mulher feliz

    Moderna antes do tempo, Lou Andreas-Salomé domina os salões de uma Europa em plena Belle Époque. À vontade na felicidade e na beleza, arrasa corações e sobe degraus na sabedoria à medida que se envolve com os homens da sua vida. Avessa a convenções, livre e ousada, avança pelo mundo da psicanálise para justificar a sexualidade, a religião e o amor. Nietzsche, Rilke e Freud foram seus aliados