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Vivemos tempos interessantes

Veneza não é assim tão longe. Vá, prometo-lhe, a arte que lá está muda o mundo. E a si também

Guta Moura Guedes

Esta não foi uma Bienal de Veneza fácil. Quando me encontrei em Londres em Novembro do ano passado com Ralph Rugoff, director desta 58ª edição da Bienal de Arte de Veneza, tive o privilégio de discutir com ele o tema que lançou para esta edição, “May you Live Interesting Times”. Começar com uma frase que é uma quote irónica a uma maldição falsamente atribuída a chineses nos anos 30, lançando-a no presente, momento maior das fake news é, no mínimo, estimulante. Rugoff queria falar, acima de tudo, do papel da arte na construção de uma sociedade melhor e de que forma é que esta, em tempos de caóticos e disruptivos — mas interessantes — serve para criticar, solucionar, expandir e potenciar a nossa visão sobre o mundo e a nossa participação colectiva. Tema instigante que teve interpretações várias, tendo o Pavilhão da Lituânia, com a sua praia “falsa” Sun & Sea (Marina), uma espécie de ópera/instalação sobre os perigos das alterações climáticas e uma assertiva crítica à utilização dos “tempos livres”.

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