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A guerra fria da arte aquece por causa de Da Vinci

A Rússia vai ceder quadros de Leonardo da Vinci a Itália, o mesmo país cujo governo rompeu o acordo com a França que previa o empréstimo de obras de mestre renascentista para uma exposição no Louvre

D.R.

Leonardo da Vinci está, 500 anos depois da sua morte, no centro de um dos maiores focos de tensão geopolítica no panorama das artes do presente. O “caso” começou quando o atual Governo italiano, que integra o partido de extrema-direita Liga Norte, suspendeu um acordo assinado com a França pelo Executivo anterior que previa a cedência ao Louvre de quadros do velho mestre renascentista para uma exposição a si dedicada que abrirá as portas no final do ano. Lucia Borgonzoni, secretária de Estado para a Cultura italiana observou então que a cedência, nesta altura que assinala os 500 anos da morte de Da Vinci, deixaria Itália à margem de um evento desta dimensão, comentando que estava em causa um artista italiano que morreu em França. Agora, o mapa alarga-se para envolver a Rússia, que, como revelou o “Art Newspaper”, vai ceder obras de Leonardo para exposições em Itália.

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