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Vida Extra

Crise social e ecológica como tema da 1ª Bienal de fotografia do Porto

A partir desta quinta-feira e até 2 de julho,14 espaços da cidade recebem 16 exposições na sua maioria com projetos inéditos desenvolvidos por artistas nacionais e internacionais

A 1ª Bienal de Fotografia do Porto abre esta quinta-feira nos jardins do Palácio de Cristal

Dinis Santos

Chama-se CI.CLO Bienal’19 e é inaugurada às 18 horas desta quinta-feira nos jardins do Palácio de Cristal com um percurso pedestre dinamizado pelo curador Virgílio Ferreira e alguns dos artistas com trabalhos incluídos na exposição “Adaptação e transição”, colocada naquele espaço.

Apostada em suscitar a reflexão à volta de temas cruciais para a sociedade contemporânea, como as mudanças ambientais, as implicações nos hábitos culturais e o papel do homem no modo como o planeta pode evoluir para um plano sustentável ou para o perigoso abismo da autodestruição, a 1ª Bienal de Fotografia do Porto pretende colocar em evidência a necessidade de serem equacionadas novas formas de pensar e olhar para a diversidade da vida em todas as suas vertentes.

O programa inclui um circuito de exposições nucleares e projetos satélite em diferentes espaços culturais. A proposta feita aos visitantes é a de que se disponibilizem para diferentes percursos pedestres por vários pontos do centro histórico da cidade do Porto, onde serão confrontados com realidades às vezes inesperadas, às vezes preocupantes. As diferentes exposições estarão espalhadas pelos Jardins do Palácio de Cristal; Casa Tait (Des) envolvimento; Galeria da Reitoria da Universidade do Porto (Future Scenarios); Câmara Municipal do Porto (Surviving Humanity); Mira Fórum (exílio da paisagem); Palácio de Belomonte (Da utilidade e desvantagem da história da vida e Lus, clarão, fulgor), Centro Português de Fotografia (Stories on earthly survival e Sixth Nature), Museu da Faculdade de Belas Artes (Tropismo fotográfico #01 Palacete – Fábrica – Ilha – Escola) , Palacete dos Viscondes de Balsemão (Some star dust matter), Casa do Infante (Besòs: a noble ecosystem), Estações de Metro São Bento e Aliados (Visual spaces of change).

No total estão envolvidos 11 curadores e 53 artistas portugueses, polacos, alemães, italianos, e ingleses, além de alunos da Faculdade de Belas Artes da Universidade do Porto, da Escola Superior Artística do Porto e da Escola Artística Soares dos Reis.

Para lá das exposições, o programa da CI.CLO’19 inclui tempo e espaço para oficinas, fóruns, projetos de criação, residências artísticas e a edição de um Guia Verde.