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Saiba tudo sobre “Deep State”, com o Gendry de “A Guerra dos Tronos”. Houve tortura nas gravações

A série de espionagem “Deep State” regressa esta segunda-feira à FOX para novos capítulos, agora com a África subsariana como fundo. A segunda temporada do thriller estreia-se com episódio duplo

Sife Elamine / Fox Networks Grou

Se é verdade que Joe Dempsie entrou em “Deep State” num papel que à partida seria menor — era o filho morto da personagem principal, Max Easton (Mark Strong) —, a sua relevância rapidamente cresceu na produção e o ator é uma das principais caras a transitar para os novos episódios. A história “continua onde parou” no último capítulo da temporada, garante Dempsie, mas isso não impede algumas flutuações temporais ao longo dos episódios. Trata-se do rescaldo, mas também haverá espaço para regressar ao início e incluir cenas que terão acontecido ainda antes da temporada inicial.

“Deep State”, que agora centra a ação na África subsariana e nos recursos naturais do Mali, está longe de ser o primeiro projeto televisivo de Joe Dempsie, mas é um dos seus maiores desafios e agora a ideia é aprofundar o lado mais obscuro da política internacional. É que neste thriller de espionagem há espaço para tudo — da intriga à ação, passando pelas histórias pessoais e pelo romance — e isso requer profissionais preparados como se de atletas de alta competição se tratassem. É o caso.

Antes de interpretar Harry na primeira série da divisão europeia da FOX, o ator britânico foi um dos nomes grandes do fenómeno juvenil “Skins” (MTV) e está agora num ponto alto da sua carreira. É que enquanto desenvolvia a personagem de espião continuava com aquele que pode ser encarado como o seu maior papel de sempre. Dempsie é também Gendry em “A Guerra dos Tronos” (HBO Portugal/Syfy) e essa personagem — tão diferente da que agora vive — pode ter sido um dos grandes processos transformadores pelo qual passou. As filmagens em paisagens com condições extremas na Irlanda do Norte cruzam-se com o calor de Marrocos e com a África subsariana, num misto de experiências que o têm feito crescer, ao mesmo tempo que consegue identificar-se em alguns pontos com as personagens que interpreta, como expressa em declarações enviadas ao Expresso.

“Acho que eu e o Harry somos parecidos em alguns aspetos”, diz, para depois se fazer transportar para os novos capítulos. É que o ator partilha com o espião ficcional “a falta de esperança que vemos no início da segunda temporada”, mas também uma espécie de “bússola moral”. “Ambos temos um desejo de verdade e justiça”, ao qual se junta uma vontade de ir sempre além do que é expectável. Nas gravações desta segunda temporada voltaram a ser transpostas algumas barreiras, com a experiência de waterboarding pela qual passou a surgir no topo da lista.

O ator foi sujeito ao instrumento de tortura que consiste na submersão da cabeça com vista a um potencial afogamento, e essa não foi uma cena filmada com recurso a qualquer artifício. Depois de ensaiada com um duplo, foi filmada com o próprio ator, sujeito a waterboarding embora de forma controlada. Houve menos acting, mas a realidade da série (escrita por Matthew Parkhill, Chris Dunlop, Joshua St. Johnson, Simon Maxwell e Steve Thompson) saiu a ganhar.

Ao génio de Matthew Parkhill — que assume as rédeas do projeto como produtor executivo, cocriador, argumentista, realizador e showrunner— e de Simon Maxwell (cocriador e produtor executivo) junta-se mais uma vez Hilary Bevan Jones (premiada produtora televisiva que se mantém como produtora executiva), aos quais se ligam agora o realizador Joss Agnew e o produtor Paul Frift na frente da equipa responsável por “Deep State”. Do grupo de produtores executivos fazem ainda parte Walton Goggins, Alan Greenspan, Helen Flint e Sara Johnson (da FOX Networks Group, Europa e África).

A segunda temporada de “Deep State” estreia-se esta segunda-feira em episódio duplo na televisão linear (às 22h15 na FOX), mas a antestreia deu-se em streaming. A mais recente aposta do grupo FOX está já disponível através do serviço de televisão FOX + (nos operadores NOS, Vodafone e Nowo), onde é também possível aceder a outros conteúdos dos estúdios. Até ao fecho da edição, não foi anunciada qualquer intenção de seguir com o projeto para uma terceira temporada.