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Descoberto mais um túmulo no Egito com cores e desenhos preservados ao longo de 4 mil anos

Ministro de Antiguidades do Egito, Khaled al-Enani, usou o Twitter para apresentar uma tour pelo túmulo milenar

Mohamed Hossam / EPA

O que surpreende imediatamente são as cores: para um túmulo com mais de 4 mil anos, a pintura aparece-nos como se tivesse sido retocada há dias. O nível de detalhe das inscrições, também elas cheias de cor, é o que se segue na lista de espantos. O túmulo agora apresentado pertence a Khuwy, nobre e alto funcionário da V dinastia, que teve lugar entre os séculos 25 e 24 a.C., e vem na sequência de outras descobertas recentemente reveladas.

Feita no mês passado, esta deu-se também em Saqqara, Egito, mas só foi apresentada ao mundo no dia 14 de abril através da conta de Twitter Ministry of Antiquities-Arab Republic of Egypt, responsabilidade do Ministério das Antiguidades local. Saqqara é uma das mais importantes necrópoles do Antigo Egito e já tinha sido palco da descoberta, em dezembro passado, de um túmulo invulgarmente bem preservado, pertencente a um sacerdote ao serviço do faraó da mesma dinastia, Neferirkare Kakair. Na altura, foi conhecida a existência de outras três câmaras por escavar, que se supõe que virão agora a ser partilhadas com a comunidade.

Esta fica perto da pirâmide do faraó Djedkare Isesi, o que tem intrigado os arqueólogos sobre o tipo de ligação que existia entre ele e Khuwy, até pelas cores utilizadas no túmulo deste último, associadas à realeza. A verdade é que todas estas escavações arqueológicas são passos no caminho de perceber melhor o reinado de Isesi, que durou cerca de 40 anos. Veja as imagens reveladas, na galeria abaixo.

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