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O misterioso desaparecimento de “Salvator Mundi”, que já pertenceu aos antigos donos da quinta Monserrate, em Sintra

O célebre quadro, cuja autoria é atribuída a Leonardo da Vinci, está em paradeiro incerto, depois de ter sido adquirida, por 382 milhões de euros, pelo príncipe saudita Bader al-Saud. Durante algum tempo foi propriedade de Sir Francis Cook, antigo dono da quinta de Monserrate, em Sintra.

“Salvator Mundi”, atribuído a Leonardo Da Vinci, deverá ter sido pintado entre 1506 e 1513 para o rei francês Luís XII

D.R.

Vendido na Christie’s, em 2017, por 382 milhões de euros, “Salvator Mundi”, atribuído a Leonardo Da Vinci, estava destinado a ser exposto nas paredes do Louvre de Abu Dhabi em finais de 2018. Mas a exposição foi cancelada. E agora não é público o paradeiro da obra que se sabe ter sido adquirida pelo príncipe saudita Bader al-Saud e que é desejada pela exposição dedicada a Da Vinci que o Museu do Louvre, em Paris, tem agendada para novembro. Numa notícia recente, “The New York Times” revelava que nem os funcionários do Louvre de Abu Dhabi ou Paris imaginam onde esteja o quadro que, assim, é protagonista de um dos grandes mistérios do ano no mundo da arte. O quadro tem uma história atribulada, repleta de viagens e surpresas e, durante algum tempo, esteve na posse de Sir Francis Cook, antigo proprietário da quinta de Monserrate, em Sintra.

Segundo a equipa que autenticou o quadro, “Salvator Mundi” deverá ter sido pintado entre 1506 e 1513 para o rei francês Luís XII. Por herança chegou, no século XVII, às mãos da rainha Henriette, mulher do rei inglês Carlos I, que seria decapitado em 1641. Foi temporariamente alienado das coleções reais em 1651, antes de ser recuperado por Carlos II em 1660. Voltou a sair das coleções reais já sob Jaime II, passando então por vários proprietários entre a aristocracia britânica. Em 1763 chegou mesmo a ser vendido por apenas 2,10 libras... Em 1900 foi parar às mãos de Sir Francis Cook (1817-1901), que o teve na Doughty House, a casa da família em Richmond, nos arredores de Londres. Um descendente seu vendeu o quadro em 1958 por 48 libras. Estava, na altura atribuído a Giovanni Boltraffio (1466-1516), que trabalhava com Da Vinci.

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