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Guimarães celebra o centenário de Merce Cunningham, nome maior da dança contemporânea

Terça-feira, Londres, Nova Iorque e Los Angeles unem-se na “Noite dos 100 Solos”. Na semana seguinte, Guimarães recebe o curador do legado do genial coreógrafo e bailarino norte-americano

CLAUDIA GALHÓS

Merce Cunningham (16/4/1919 – 26/7/2009)

JACK MITCHELL / GETTY IMAGES

Estão todos convidados para o aniversário dos 100 anos de Merce Cunningham, que celebraria no próximo dia 16 de abril se fosse vivo. O “Centenário” é um evento mundial comemorativo de um dos maiores nomes da história contemporânea da dança que terá o seu expoente máximo esta terça-feira, com o espetáculo “Night of 100 Solos: A Centennial Event” a acontecer em três cidades: Londres (Barbican), Nova Iorque (BAM) e Los Angeles (CAP UCLA), e que terá transmissão em direto via live streaming em www.mercecunningham.org permitindo a qualquer pessoa, em qualquer canto do mundo, assistir aos três espetáculos — os horários em Portugal são: 19h45 para o de Londres; 00h30 de dia 17 para o de Nova Iorque; e 4 da madrugada de dia 17 para o de Los Angeles. Portugal também se junta à festa, em Guimarães, entre os dias 22 e 29, com o Centro Cultural Vila Flor a envolver as escolas em recriações de bailados, workshops, mostra de filmes e a apresentação do espetáculo “Not a Moment Too Soon” (dia 29), espécie de derradeira conversa entre Trevor Carlson, o amigo e último diretor executivo da Companhia, fundador do Merce Cunnigham Trust, que acompanhou o coreógrafo nos últimos 11 anos de vida, com quem o Expresso conversou por Skype.

Sempre que a Companhia Merce Cunningham se apresentava em Berkeley, na Califórnia, uma mecenas oferecia uma festa pós-espetáculo onde servia pizza. Foi numa dessas ocasiões que Trevor conheceu pessoalmente Merce. Até então, era público habitual dos seus espetáculos, que começou por assistir quando ainda era estudante e namorava um dos bailarinos, mas precisou de muito tempo até começar a gostar do que via. “Para mim, os bailarinos eram extraordinários atletas, mas sentia uma espécie de frustração com o Merce, ele parecia que os levava a extremos físicos mas depois não lhes dava personagens interessantes, não compunha nada de bonito, a música era perturbadora... Havia muita coisa perturbadora para mim nos seus espetáculos.”

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