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O regresso da boa da fita. A cassete foi rebobinada

A nostalgia serve-se não apenas com edições em segunda mão, mas com novos lançamentos, a preços mais caros do que o CD. Björk já aderiu à moda e vai lançar este mês os seus álbuns em cassete. O nicho cresce e conquista a atenção de novas editoras de música eletrónica

No próximo dia 26 chegam ao mercado nove reedições de álbuns de Björk. Não se trata, contudo, de lançamentos em vinil de alta gramagem ou novas versões em CD com temas extra e booklet com textos e imagens, como tem sido habitual. As nove reedições, que correspondem aos álbuns de estúdio que Björk lançou entre “Debut” (de 1993) e o mais recente “Utopia” (2017), surgirão no formato de cassetes áudio, feitas de plástico na cor dominante no grafismo do respetivo disco. Os álbuns em cassete serão ligeiramente mais caros do que as edições já disponíveis em CD, havendo no site da editora One Little Indian a possibilidade de compra de todo o conjunto, de uma só vez, por 89 euros (já com portes para Portugal). Björk não é, contudo, a única artista a incluir a cassete no leque de formatos nos quais a sua música se pode escutar... Numa altura em que o streaming assegura já a maioria dos consumos de música gravada, não deixa de ser curio­so que, depois da reativação do mercado do vinil, um outro nicho esteja a ganhar forma. E que, tal como no vinil, tem por público não apenas os nostálgicos dos antigos formatos físicos, mas também consumidores mais jovens e que gostam mesmo de música.

Uma consulta a qualquer loja de música online revela que a oferta de cassetes, mesmo longe de predominante, tem já alguma expressão. Com preços médios entre os 11 e os 19 euros, podemos facilmente encontrar novas edições em cassete de “Nevermind” dos Nirvana, “Back in Black” dos AC/DC, “Purple Rain” de Prince ou “The Slim Shady LP” de Eminem. Como tradução deste interesse existe já um Cassete Store Day, um dia de lançamentos especiais para as lojas que vendem cassetes (o mais recente ocorreu a 13 de outubro de 2018). É certo que os números de vendas são reduzidos face ao volume do mercado total da música gravada. No Reino Unido, por exemplo, o volume de vendas aumentou de 4300 em 2013 para 22 mil cassetes em 2017. Mas o crescimento no ano seguinte foi na ordem dos 90 por cento.

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