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Esta humorista é surda mas isso não a impede de fazer stand-up comedy

Conheça a técnica usada por Leah Kalaitzi nos seus espetáculos

Tiago Soares

Pode perguntar a todos os comediantes do mundo: não há nada mais duro que o silêncio da plateia depois de uma piada caída no vazio. O máximo que o anfitrião pode fazer, ainda antes do espectáculo começar, é pedir uma salva de palmas. Depois disso, o comediante está sozinho. Enfrenta a plateia com um único objetivo: dizer as coisas certas para que, pelo menos durante alguns minutos, o silêncio não exista.

Ora, a carreira de Leah Kalaitzi contradiz tudo o que até agora aqui foi escrito. Está prestes a cumprir o sonho de actuar no The Stand Comedy Club, em Edimburgo, e o anfitrião não pede uma salva de palmas só para ela. Não está sozinha. Leah é surda, e o seu espetáculo será feito em língua gestual, com a ajuda da tradutora e intérprete Megs Greig.

Leah não quer só preencher o silêncio com gargalhadas genuínas, mas também aproximar a audiência da comunidade surda, dar a conhecer parte do seu mundo para sensibilizar quem a ouve. E a experiência é recompensadora: “Depois de cada espetáculo, sei que algumas daquelas pessoas não vão ter medo de abordar uma pessoa surda da próxima vez que conhecerem uma. E isso deixa-me bastante orgulhosa.”

O documentário chama-se “Silent Laughs” e foi produzido pelo Scottish Documentary Institute. Pode vê-lo na íntegra aqui:

Bridging the Gap: Women | Silent Laughs from Scottish Documentary Institute on Vimeo.

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