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A caneta é mais poderosa do que a espada (e está de volta)

Na era digital há quem contrarie a tendência de usar teclados para escrever e ainda recorra a canetas. Existe até um mercado de luxo para canetas. Assim como estão a entrar em cena novas canetas digitais para fazer pontes entre velhos gestos e novas tecnologias. Pelo gosto, pelo estatuto ou até mesmo pelo prazer de as colecionar, as canetas ainda não nos abandonaram. Antes pelo contrário

Numa cena do filme “Indiana Jones e a Última Cruzada” vemos o académico Marcus Brody (colega do protagonista) a lembrar-lhe que “a caneta é mais poderosa do que a espada”... Esta é na verdade uma citação com uma história mais antiga. Surgiu, como a conhecemos, em 1839, da caneta do escritor e político britânico Edward Bulwer-Lytton numa peça de teatro sobre o cardeal Richelieu que teve estreia em Londres nesse mesmo ano. Há, contudo, expressões com um sentido semelhante que a precedem e recuam aos tempos do sábio assírio Ahiqar, que viveu no século VII a.C.. Surgiram ideias semelhantes ao longo dos séculos quer em textos religiosos, literários quer em pensamentos de filósofos e políticos. Thomas Jefferson, terceiro Presidente dos EUA, referiu numa carta a Thomas Paine que era necessário continuar a fazer com a caneta o que antes havia sido feito com a espada... Esta ideia, sobretudo fixada pela citação da frase de Bulwer-Lytton, tornou-se um aforismo conhecido pelo mundo inteiro e contaminou até a cultura popular. Tanto que podemos encontrar num filme de Steven Spielberg (o acima citado caso do terceiro filme da saga Indiana Jones) como numa canção dos Beach Boys (em concreto o tema ‘Student Demonstration Time’, do álbum “Surf’s Up”, de 1971).

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