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Há uma nova galeria no Porto. Conheça a K11 Paiol Azul

Pintura, desenho, escultura, fotografia, instalação, performance, multimédia e vídeo ganham lugar neste espaço. Abre com exposição de artes plásticas e intermédia de Carlos Mesquita Pai.

“O Elogio da Sede Mesmo — Onze Passos de Rua em Suite de Pedro K Acariciando a Cauda do Pavão”, de Carlos Mesquita Pai, na K11 Paiol Azul

Uma nova galeria acaba de inaugurar na Rua da Maternidade nº 44, no Porto. A K11 Paiol Azul é programada por Carlos Mesquita Pai e Pedro Ruiz e “propõe-se divulgar propostas de operadores estéticos no contexto da arte contemporânea, com o objetivo de apresentar exemplos do séc. XXI nos quais o ato criativo revele a procura e estéticas que afirmem a autonomia expressiva e a especificidade dos média convocados para a sua materialização”.

Este espaço de arte irá acolher pintura, desenho, escultura, fotografia, instalação, performance, multimédia e vídeo bem como iniciativas complementares à sua programação como a edição de múltiplos (serigrafia e gravura), edições musicais, conferências ou leituras de poesia.

No texto com que se apresenta, a galeria explica a referência a “K4, O Quadrado Azul”, de Almada Negreiros, no seu nome: “O projeto tem uma visão crítica das narrativas geopolíticas-populistas, pseudo-ecologistas e relativas à inteligência artificial no mundo atual no contexto da arte ser artista de Orpheu, Fernando Pessoa, Almada Negreiros e Amadeo de Souza Cardoso em K4 Quadrado Azul e a sua afirmação nas artes plásticas e intermédia na contemporaneidade evocando a ‘Arte de Ser Português’ de Teixeira de Pascoaes”.

O evento inaugural em K11 Paiol Azul é a exposição de artes plásticas e intermédia de Carlos Mesquita Pai “O Elogio da Sede Mesmo — Onze Passos de Rua em Suite de Pedro K Acariciando a Cauda do Pavão”, que ali estará patente até 30 de março. Carlos Mesquita Pai propõe-se “uma poética intermédia que parte de uma pintura a acrílico sobre tela de 2x2 metros que executei entre os anos 90 e julho de 2018 reinscrevendo-a na galeria como pintura-instalada ou instalação em que por um processo de associação de um acaso objetivo uma performance imprevista realizada por Pedro K perante a referida pintura se evoca numa dança a composição bidimensional da pintura.

A pintura e a performance foram depois videografadas fazendo parte desta instalação site specific tendo-se também registado o som que Pedro K escolheu para acompanhar os movimentos do seu corpo”. Na sala de abertura do espaço “pôs-se em relação com a pintura dada um espelho de 2x2 metros alinhado num eixo de simetria entre as paredes paralelas, para criar um contraponto visual entre a materialidade irregular e orgânica da superfície da pintura acrílica e a perfeição especular da superfície do espelho”.

Para o primeiro ano de atividade a programação inclui exposições de Isaque Pinheiro, Pedro Sousa Vieira, Alexandre Camarao, Gustavo Sumpta, João Vasco Paiva, Maximilien Dunse, do coletivo Clusterduck e de Luís Fortunato Lima. K11 Paiol Azul “é um ato criativo entre a memória histórica da arte e a antropologia visual do futuro”.

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