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Novo museu da Bauhaus vai nascer num jardim de antigos edifícios destruídos durante a II Guerra

O objetivo é que o museu influencie a vida na cidade de Dessau. Hoje como há 100 anos

Edifício em Dessau, Alemanha

Ross Sokolovski

O novo museu da Bauhaus de Dessau tem data prevista de inauguração para 8 de setembro, no ano em que se assinala o centenário da escola, e está pensado para influenciar a vida da cidade.

Os trabalhos decorrem sem pressas na chamada zona antiga da cidade. O espaço ocupado pelo novo museu fica num jardim, onde antes da destruição provocada pela Segunda Guerra Mundial existiam edifícios históricos, como o teatro da cidade.

Agora o grande edifício envidraçado, mas com linhas simples, chama a atenção dos que por ali passam. A proposta, sublinha o arquiteto responsável pelo projeto, Roberto Gonzalez, é precisamente erguer uma obra descomplicada, “que tenha um espaço completamente aberto à cidade e ao jardim, no rés-do-chão, onde está pensada uma zona para eventos, exposições temporais, café, a loja, e até os gabinetes, mas sempre aberto ao exterior, através de uma fachada de vidro. O objetivo é que a vida interior do edifício se reflita no exterior.”

Também o edifício de Dessau onde atualmente funciona a Fundação Bauhaus continua a destacar-se na avenida com o nome do seu fundador, Walter Gropius, 100 anos após o surgimento da primeira escola.

É preciso ver uma fotografia de época, a preto e branco, para se acreditar que, à frente do edifício-sede paravam, há praticamente 100 anos, cavalos e carroças que conduziam os alunos a viagens de estudo. Porque se hoje o experimentalismo da Bauhaus ainda surpreende, há um século chegou mesmo a ser arrebatador.

Não tem princípio, nem fim. Não tem um telhado convencional. O vidro domina, num edifício “onde não sobra nada, não há nada a mais”, começa por explicar uma das guias da fundação, sublinhando que isso “não lhe retira nem um bocadinho de elegância”.

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