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Maria Madalena pintada por Ticiano chega esta terça a Lisboa - e por cá se mantém até abril

Uma das grandes obras do pintor italiano — e uma das suas preferidas, como se percebe —, “Maria Madalena Penitente” pode ser vista no Museu de Arte Antiga

Uma das últimas “Maria Madalena Penitente” pintadas por Ticiano

Paulo Alexandrino

Longa viagem, de São Petersburgo a Lisboa, de uma das mais importantes obras de Ticiano Vecellio, também ele figura de proa da escola veneziana do Renascimento. Para o pintor italiano, esta não era decerto uma obra de somenos, dado que decidiu ficar com ela até morrer — o que não é dizer pouco quando se fala de um artista também conhecido pelo talento para os negócios. A lenda diz, aliás, ainda sobre a devoção por esta Maria Madalena, que Ticiano a segurava no momento da morte, 1576, em Veneza.

O certo é que “Maria Madalena Penitente” foi vendida cinco anos depois, pelo filho do pintor, Pomponio, a um colecionador veneziano, cujo palácio de família a manteve ao longo de quase três séculos. É desde 1850 pertença do Museu Hermitage, em São Petersburgo, na Rússia, que tem outras quatro obras de Ticiano, e chega agora ao Museu Nacional de Arte Antiga (MNAA), em Lisboa.

“Maria Madalena Penitente” vai ser exibida a partir desta terça-feira — a apresentação será feita durante a tarde, pelas 18h —, no âmbito do ciclo “Obra Convidada”, dedicado à exibição de obras cedidas por outras instituições. O tema de Madalena enquanto pecadora penitente foi tratado por Ticiano em diferentes obras, sendo esta considerada a melhor por muitos especialistas, pela expressão trágica da santa, no “momento dramático em que descobre a morte do Redentor”, com o “rasto luminoso das lágrimas que lhe correm na face”, e do ambiente que a envolve, com o “céu crepuscular do fundo e a natureza rude de rochas e árvores.”

Fica em Lisboa até 28 de abril.

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