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Viaje connosco até à China e conheça a Companhia Nacional de Ópera de Pequim

A Companhia Nacional de Ópera de Pequim especializou-se na mais complexa forma de ópera chinesa. E vem a Lisboa mostrar a sua arte, no âmbito do Ano da China em Portugal

Ópera e China são palavras unidas há muito tempo. Isto, se por tempo entendermos uma linha fina a perder de vista, difusa nos seus contornos, remota nos seus inícios. Demoraram mais de mil anos a juntar-se numa só e acabada expressão tradicional — e à escala temporal deve somar-se o tamanho colossal de um país onde cada região se dedicou a imprimir-lhe o seu rasto, a sua própria marca identitária. Há centenas de óperas chinesas populares e gerações envolvidas no seu desenvolvimento, que terá chegado à maturidade — dizem os livros — apenas no século XIII. Claro que o advérbio ‘apenas’ não passa aqui de um eufemismo. Na Europa, só ouviríamos falar de ópera quatro séculos mais tarde.

Para um europeu, visitar Pequim pode significar a alteração total da noção das proporções. A certeza de que mil anos são dois dias, de que dois quarteirões são cinco, de que uma avenida não tem menos que quatro faixas, de que o metro é o segundo mais longo do mundo. A rara visão de uma cidade com três milénios de existência — e sede do Governo chinês há 800 anos — que é hoje uma urbe de 22 milhões de habitantes, um gigantesco organismo que não dorme, onde um templo da dinastia Ming convive com um quadrado desconstruído de Rem Koolhaas (a sede da Televisão) ou com o ovo de titânio e vidro de Paul Andreu (o belíssimo Centro Nacional de Artes Performativas). E onde a Companhia Nacional de Ópera de Pequim (CNOP), especializada na mais complexa forma de ópera chinesa, tem sede própria e um teatro (o Grande Teatro Mei Langfang, inaugurado em 2007) considerado um dos dez maiores centros culturais da cidade.

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