19h00 02 fev 19
O leilão organizado pela Livraria Olisipo, a 5 e 6 de fevereiro, no Palácio da Independência, constitui um acontecimento cultural de relevo, no final deste inverno pouco rigoroso. Entre os mais de 800 livros e manuscritos que vão à praça, contam-se algumas raridades. Estou convencido de que bibliófilos, investigadores e instituições disputá-las-ão com entusiasmo.
Quinhentistas e obras do barroco
Os clássicos surgem representados no catálogo por três quinhentistas, pouco frequentes no mercado português: a geografia de Estrabão (Veneza, 1510); as vidas de Plutarco, numa edição de Basileia e ex-líbris da Quinta das Lágrimas (1549); e a história de Políbio com a marca aldina, em encadernação ao modo de Grolier (1521).
Ao lote dos quinhentistas acrescentam-se mais três obras, saídas de prelos italianos: a tradução da “Historia de las cosas mas notables, ritos y costumbres del gran Reyno de la China” (Madrid, 1585), do frade agostiniano Juan González de Mendoza, publicada em Veneza, no ano imediato à edição original; a tradução italiana da história em latim da Índia Oriental, do jesuíta Giovanni Pietro Maffei; e a monumental história natural, na parte referente à ornitologia, num volume profusamente ilustrado, do antiquário bolonhês Ulisse Aldrovandi (Bolonha, 1599).
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