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Vem aí um leilão de raridades

O leilão que a Livraria Olisipo organiza na próxima semana promete ser um grande acontecimento cultural. Entre os mais de 800 livros e manuscritos que vão à praça, há muito por onde escolher

O leilão organizado pela Livraria Olisipo, a 5 e 6 de fevereiro, no Palácio da Independência, constitui um acontecimento cultural de relevo, no final deste inverno pouco rigoroso. Entre os mais de 800 livros e manuscritos que vão à praça, contam-se algumas raridades. Estou convencido de que bibliófilos, investigadores e instituições disputá-las-ão com entusiasmo.

Quinhentistas e obras do barroco

Os clássicos surgem representados no catálogo por três quinhentistas, pouco frequentes no mercado português: a geografia de Estrabão (Veneza, 1510); as vidas de Plutarco, numa edição de Basileia e ex-líbris da Quinta das Lágrimas (1549); e a história de Políbio com a marca aldina, em encadernação ao modo de Grolier (1521).

Ao lote dos quinhentistas acrescentam-se mais três obras, saídas de prelos italianos: a tradução da “Historia de las cosas mas notables, ritos y costumbres del gran Reyno de la China” (Madrid, 1585), do frade agostiniano Juan González de Mendoza, publicada em Veneza, no ano imediato à edição original; a tradução italiana da história em latim da Índia Oriental, do jesuíta Giovanni Pietro Maffei; e a monumental história natural, na parte referente à ornitologia, num volume profusamente ilustrado, do antiquário bolonhês Ulisse Aldrovandi (Bolonha, 1599).

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