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Banksy vai ter casa no Porto durante dois meses

Pela primeira vez em Portugal, a exposição de fotografia de BarryCawston, 'Banksy’s, DismalandandOthers', estará em exibição na Alfândega do Porto a partir de 19 de janeiro até ao final de março. Segue depois para Lisboa e Espanha

Isabel Paulo

Isabel Paulo

Jornalista

PAOLO AGUILAR

A partir de 19 de janeiro a Alfândega do Porto vai receber, pela primeira vez em Portugal, a exposição “Banksy’s, Dismaland and Others”, - Photographs of Barry Cawston considerado por muitos como o fotógrafo oficial do mediático artista de arte urbana cuja identidade permanece desconhecida. A mostra do fotógrafo inglês, que estará no Porto na pré-inauguração no próximo dia 18, é uma retrospetiva do trabalho de Banksy ao longo de 25 anos e da forma crítica como questiona os valores da sociedade.

A exposição conta com a apresentação de 44 fotografias de grande dimensão do projeto “Dismaland”, desenvolvido por Banksy em 2015, numa clara sátira aos parques da Disney. Para além destas fotos, a mostra integra ainda outras obras identificativas do artista como o “Walled Off Hotel, de 2017 ou “Flower Thrower” (2005), outros dos seus trabalhos mais reconhecidos.

Nesta exposição é ainda possível ver outras obras de Barry Cawston que retratam cenários industriais e cenas quotidianas, fotógrafo que, tal como Banksy, nasceu em Bristol, em 1966. O seu trabalho fotográfico tem sido amplamente reconhecido com a atribuição de vários prémios, sendo de destacar a Exeter Contemporary Open que venceu em 2007, o South West ArtPrize em 2010 e em 2014 o Chairman’s ChoiceAward, atribuído pelo RWA Photographic Open.

Para além dos prémios, Barry já mostrou o seu trabalho em vários pontos do mundo como Moscovo, Paris ou Estocolmo.

Acompanhar o trabalho de Banksy, que surgia do dia para a noite nas ruas de Londres era algo que, durante muitos anos fascinava e intrigava Barry, sublinha em comunicado a Spacio Nature e Great Global, as organizadoras da mostra. “De cada vez que ele faz uma nova peça parece que acerta mesmo no ponto. Há algo de mágico na forma como ele, sem ninguém perceber, cria uma peça de arte, às vezes, peças de grande escala. A Dismaland foi um exemplo perfeito disso. Deve ter levado meses a fazer e organizar e, ainda assim, permaneceu em segredo até à noite da sua inauguração”, referiu Barry Cawston aos promotores da exposição.

“Se o trabalho de Banksy é adorado em todo o país e até internacionalmente, então é porque ele deve estar a fazer algo bem. Não faço ideia do que ele irá fazer a seguir mas, estou muito ansioso por ver”, acrescenta Cawston. Dos seus trabalhos é ainda de destacar as fotografias que fez para a série do HeritageEnglish “BuildingsatRisk” sobre os monumentos em perigo em Inglaterra.

As fotografias de Banksy são outra grande conquista para Barry Cawston, já que o misterioso artista apreciou tanto o seu trabalho que as publicou no seu próprio site, tornando-o assim, para a maioria das pessoas, no seu fotógrafo 'oficial'.

Banksy, mesmo oculto, protagonizou um dos acontecimentos de 2018, quando uma das suas obras se auto destruiu logo após ter sido vendida por €1,18 milhões na leiloeira londrina Sotheby's. A obra poderá ser revisitada, em fevereiro, no Museu Frieder Burda, em Baden-Baden, na Alemanha.

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