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À procura de novas leituras? Estas são as novidades literárias de novembro, com títulos de grandes nomes

“Becoming — A minha história”, um livro de memórias e de reflexão de Michelle Obama, a autobiografia de Trevor Noah "Sou Um Crime: nascer e crescer no apartheid" e o quarto volume da Bíblia, em tradução direta do grego de Frederico Lourenço, são três dos destaques

Chnit Siri Kan Ti N Cheiynghim / EyeEm

Entre os principais destaques do grupo editorial Penguin Random House, conta-se a publicação do novo livro de Lucia Berlin, "Anoitecer no Paraíso", uma coletânea inédita de contos, organizada em colaboração com o filho da autora, que terá publicação mundial, em Portugal pela chancela Alfaguara.

Até morrer, em 2004, a escritora norte-americana nunca se afirmou literariamente, o que só viria a acontecer em 2015 com a publicação de uma coletânea de contos intitulada "Manual para mulheres de limpeza", que se tornou um fenómeno mundial.

Também na Alfaguara, vai sair, pela primeira vez em Portugal, a primeira antologia de poesia de Charles Bukowski -- "Os cães ladram facas" -, traduzida pela poeta portuguesa Rosalina Marshall, organizada e prefaciada por Valério Romão.

Outro destaque, desta vez na chancela Companhia das Letras, é "Tantas palavras", o livro que reúne todas as letras de Chico Buarque, a par e passo com uma reportagem biográfica da vida do músico e escritor brasileiro, que será publicado pela primeira vez em Portugal.

No dia 13 de novembro, chega às livrarias "Becoming -- A minha história", pela Objetiva, um livro de memórias e de reflexão de Michelle Obama, que convida os leitores a entrar no seu mundo, relatando as experiências que a moldaram.

Afonso Cruz chega também às livrarias com um novo livro, publicado pela Companhia das Letras, intitulado "Princípio de Karenina", "novela lírica e comovente de um pai que conta a sua vida a uma filha que não conhece e que não fala a sua língua", descreve a editora.

A Tinta-da-China vai lançar o muito aguardado novo romance de Dulce Maria Cardoso, "Eliete", bem como "Sou Um Crime: nascer e crescer no apartheid", a autobiografia de Trevor Noah, e "A Queda de Salazar: o princípio do fim da ditadura", dos jornalistas José Pedro Castanheira, António Caeiro e Natal Vaz.

A Dom Quixote edita "José e os Seus Irmãos I - As Histórias de Jaacob", de Tomas Mann, traduzido pela primeira vez diretamente do alemão, trabalho a cargo de Gilda Lopes Encarnação.

Respeitando as opções de Thomas Mann -- como se pode verificar na grafia do nome Jaacob --, "esta tradução revela a exuberante polifonia de antigas e modernas vozes do romance de Mann", num romance que o próprio autor considerou como a sua 'magnum opus'.

Concebida em quatro partes, esta monumental narrativa da história bíblica de José é um "romance mitológico" da queda de José na escravidão e da sua ascensão a senhor do Egito.

A Dom Quixote publica ainda "Uma história antiga", de Jonathan Littell, com tradução de João Carlos Alvim, "O fim do fim da terra", de Jonathan Franzen, e reedita "Gente feliz com lágrimas", de João de Melo, e "A rapariga do tambor", de John le Carré.

A Quetzal traz o quarto volume da Bíblia, em tradução direta do grego de Frederico Lourenço, assim como o romance "Teoria Geral do Esquecimento", de José Eduardo Agualusa, e "Metade da Vida", de V. S. Naipaul.

"Aquilo que encontrei na praia", um novo livro de Cynan Jones, autor que a crítica considera ser "um dos mais talentosos escritores da Grã-Bretanha", vai ser publicado pela Elsinore, que já anteriormente editou "A baía".

A história centra-se em três estranhos a quererem alcançar algo mais da vida: um imigrante polaco a lutar pela sua subsistência e da sua família num novo país; um pescador que precisa de cumprir uma promessa feita ao seu melhor amigo; e um criminoso, determinado a recuperar anos perdidos e a reclamar o que lhe é devido.

Ainda na Elsinore será publicado um livro de ensaio de Giorgio van Straten, "Histórias de Livros Perdidos", uma viagem pela literatura sob a forma de investigação à história de oito livros míticos que nunca chegaram a existir, assim como "Inverno", o segundo volume da tetralogia de Ali Smith, iniciada com "Outono" (finalista do Prémio Man Booker 2017).

A Cavalo de Ferro, publica um romance sobre uma saga familiar na Islândia do século XX, intitulada "Os Peixes não Têm Pés", da autoria de Jón Kalman Stefánsson, "Memórias de um Morto", do escritor sueco Hjalmar Bergman, traduzido pelo escritor português João Reis, e a coletânea de contos "Anaconda", de Horacio Quiroga.

O terceiro volume das obras completas de Maria Judite de Carvalho, que estão a ser publicadas pela Minotauro, da Almedina, chega também neste mês.

A Relógio d'Água vai publicar "Warlight", o mais recente romance do escritor canadiano Michael Ondaatje, autor de "O doente inglês", obra que consagrou o autor e que foi distinguida com o melhor Prémio Man Booker dos últimos 50 anos.

Um livro de crónicas de Javier Marías, "Juro não dizer nunca a Verdade", um novo romance de Yu Hua, "Viver", traduzido do chinês por Tiago Nabais, "Como a Europa Pode Derrotar Trump", de Slavoj Zizek, "A Saga de Selma Lagerlöf", de Cristina Carvalho, "Correio para mulheres", de Clarice Lispector, e "O Banquete", de Platão, com ilustrações de Maria Helena Vieira da Silva, traduzido por Maria Teresa Schiappa de Azevedo, são outras das novidades da Relógio d'Água.

A editora Guerra e Paz publica "Sete Degraus Sempre a Descer", poesia de Eugénia de Vasconcellos, e "Graça Morais: A Grande Arte Tem a Dimensão do Mistério", uma entrevista conduzida por José Jorge Letria.

Na Porto Editora está prevista a publicação de um 'thriller' intitulado "O Presidente desapareceu", escrito pelo ex-presidente norte-americano Bill Clinton e o escritor James Patterson, assim como os livros de José Saramago que faltava publicar nesta editora, "O Ano de 1993" e "O Conto da ilha desconhecida".

A Assírio & Alvim publica a poesia reunida de António Botto, com organização de Eduardo Pitta, e "O Sal da Língua" e "Ofício de Paciência", dois livros de poesia de Eugénio de Andrade.

Na Sextante, vai sair o livro "O nicho da vergonha", do escritor albanês Ismail Kadaré (primeiro vencedor do Prémio Man Booker internacional), que denuncia os mecanismos da opressão, neste caso um episódio sanguinário da ocupação otomana.

A chancela Livros do Brasil vai reeditar "A Morte Feliz", um dos primeiros romances de Albert Camus, e estreia em Portugal um policial de J. Jefferson Farjeon intitulado "Mistério em branco -- Um crime no Natal", na coleção Vampiro.

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