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John Grant em entrevista: “Há uma quantidade ridícula de beleza em Portugal”

Surrealismo e sentimento andam de mãos dadas na música de John Grant desde o primeiro momento. Ao quarto álbum, o norte-americano transforma-se em ilusionista de sintetizadores para cantar a magia do amor. Leia a entrevista

Shawn Brackbill

O percurso do norte-americano John Grant, quer em termos profissionais quer em termos pessoais, é tudo menos uma linha reta. Aos 50 anos, o músico originário do Michigan, há vários anos a viver na Islândia, é um dos escritores de canções mais elogiados da sua geração, mas basta recuarmos dez anos para lhe perdermos o rasto. Entre meados dos anos 90 e meados da década passada, deu voz aos Czars, banda da qual diz não ter grandes saudades, e depois evaporou-se.

Em 2010, regressou a solo com o muito elogiado “Queen of Denmark” e entre esse reaparecimento e o momento presente, falou extensivamente sobre dependência de drogas, os episódios de bullying de que foi alvo em criança, problemas de ansiedade e o facto de ser seropositivo. Em conversa com o Expresso, Grant desvenda os segredos do novo “Love is Magic”, explica a origem do seu amor por sintetizadores e confessa a paixão que desenvolveu por Portugal.

Ao descrever “Love is Magic” diz: “Cada álbum que faço é mais uma amálgama de quem sou.” Quando se senta para escrever uma canção, alguma vez se empurra para fora da equação ou é difícil escrever sobre outra perspetiva?

Sim, penso que é difícil. Definitivamente, muito do que escrevo é sob a minha perspetiva, mas sou capaz de vir a mudar isso porque começo a ficar um pouco farto de mim próprio. [risos] Tenho a certeza de que vou conseguir afastar-me, mas essa questão é interessante porque não penso muito sobre ela e nunca tentei fazê-lo.

Para ler a entrevista na íntegra, clique AQUI.

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