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Elvis Costello quebrou uma promessa com “Look Now”. E nós fomos entrevistá-lo

Jurou apenas dedicar-se aos concertos, e fê-lo durante oito anos, mas quebrou a promessa. Elvis Costello voltou a estúdio para gravar. Leia a entrevista

Não estaríamos todos muito conscientes disso, mas, já lá vai quase uma década, o tipo que escreveu ‘Everyday I Write the Book’ ameaçou colocar-lhe um ponto final. Tinha acabado de publicar “National Ransom” — uma negríssima visão de um mundo onde “unusual suspects shake down various dubious characters” — e decidira que, no futuro, os palcos seriam o seu único canal de comunicação. Fiquemos, pois, eternamente gratos à última digressão que Elvis Costello realizou com os Imposters, que lhe fez ver que uma tão excelente banda merecia regressar com um tão ótimo álbum como “Look Now”.

Desde que, há oito anos, publicou “National Ransom”, a versão oficial era que, daí em diante, se dedicaria exclusivamente aos concertos e que voltar a gravar álbuns a solo era “um livro definitivamente fechado”...

É verdade. Pensava que a forma mais útil de tirar partido do meu tempo seria interpretar as canções em palco. Foi exatamente o que fiz durante os últimos oito anos. Isso permitiu-me chamar a atenção para algumas canções que, em disco, terão passado despercebidas e, ao mesmo tempo, continuar a cantar aquelas que as pessoas desejavam ouvir. O que é um enorme elogio: 30 ou 40 anos depois, haver quem ainda continue interessado em escutar essas músicas. Não planeei nada, mas surgiram duas oportunidades para gravar “Wise Up Ghost”, com os Roots, e um convite para participar em “Lost on the River: The New Basement Tapes”. No entanto, até ao ano passado, mantinha a ideia de que não voltaria a publicar um álbum a solo. Foi no final da digressão com os Imposters que me apercebi de que, embora tivéssemos gravado em conjunto muitas e excelentes canções, nenhum disco conseguia sequer dar uma ideia do potencial que a banda, atualmente, tem. Nesse instante, decidi que teríamos de voltar aos estúdios.

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