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“Último Caderno de Lanzarote” de Saramago é lançado esta sexta-feira. Saiba como vai ser o lançamento

O sexto e último volume do diário do escritor aborda o ano de 1998 e o momento que mais o marcou: a atribuição do Prémio Nobel da Literatura

Saído dos confins do computador de José Saramago, encontrou Pilar del Río o que o escritor preparava para ser o sexto volume dos “Cadernos de Lanzarote”, a obra em forma de diário que o Nobel da Literatura começou a escrever, não sem polémica, quando saiu de Portugal rumo à ilha de administração espanhola. O primeiro volume do caderno foi publicado logo em 1994, quando o veto do Governo Cavaco Silva à candidatura de O evangelho segundo Jesus Cristo ao Prémio Literário Europeu tornou o escritor nascido no Ribatejo avesso à vida em Portugal.

O sexto e último volume é agora publicado, mais de 20 anos depois do primeiro, mas a marcar exatamente duas décadas desde que Saramago atingiu a glória: o Prémio Nobel da Literatura, que ganhou em outubro de 1998. São esses dias, essas horas de vitória, que estão descritas nestas páginas, “para que não se diga que, precisamente no ano em que me aconteceu algo que mereceria ser contado, eu não o fiz”, escreveu em 2001, à laia de teaser. Então com 75 anos, o diário de 98 não é exclusivamente sobre o Nobel, ainda que dele não possa fugir.

O lançamento do “Último Caderno de Lanzarote” está agendado para esta sexta-feira, 12 de outubro, na Biblioteca Nacional de Portugal, em Lisboa, pelas 18h, acompanhado de uma exposição sobre a efeméride, com a curadoria do diretor de comunicação da Fundação José Saramago, Ricardo Viel, que lança também o livro “Um país levantado em alegria”. Além de Viel, a sessão de lançamento contará com Carlos Reis, Inês Cordeiro, Manuel Alberto Valente e a mulher do escritor, Pilar del Río.

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